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Animais vadios são recolhidos

Valter Gomes | Uíge

Cães, gatos, macacos e outros animais que deambulam pelas ruas da cidade do Uíge vão ser recolhidos, nos próximos dias, por técnicos do Departamento Provincial dos Serviços Veterinários, para se evitar o perigo que representam diante da população,

bem como mortes de pessoas por raiva, informou ontem, ao Jornal de Angola, a chefe da secção dos Serviços Veterinários.
Rosária Ndombaxi disse que o Governo Provincial está preocupado com o elevado número de cães e gatos em ruas da cidade, criando embaraços à população. “O abandono de animais nas ruas constitui perigo à saúde pública, por isso alertamos que, dentro de poucos dias, cães, gatos e macacos vadios são recolhidos e mortos, para se evitar mordeduras aos munícipes”, alertou.
A responsável disse que no ano passado 12 pessoas morreram na sequência de mordeduras de cães. No presente ano, acrescentou, a campanha de recolha de animais vadios é intensiva, para se evitar a perda de vidas humanas.
“A primeira campanha de rotina para vacinação contra a raiva arranca no mês de Março. Mais de 16 mil animais de estimação, entre gatos, macacos e cães são vacinados até ao fim do ano em curso. As condições humanas, técnicas e materiais estão criadas, para que a campanha decorra sem sobressaltos”, disse.
Rosaria Ndombaxi disse ainda que durante a campanha serão também sensibilizados os criadores de cães e gatos para protegerem os animais durante o dia, acorrentando-os, uma vez que depois desta campanha já não serão permitidos nas ruas animais vadios. “Não é lícito deixar os animais à sua sorte, sem controlo ou tratamento adequado, visto que estes constituem um perigo à saúde pública, por, muitas vezes, serem detentores de raiva e outras doenças contagiosas”, referiu.
Durante o ano passado, acrescentou, foram vacinados contra a   raiva 4. 693 animais de estimação, entre caninos e felinos.
Os serviços veterinários do Uíge têm vindo a realizar campanhas de sensibilização juntos da população, alertando o perigo que representa a raiva, bem como as precauções a ter quando alguém é mordido. “Fruto das acções de sensibilização, muitos criadores de animais de estimação têm afluído nos últimos dias, voluntariamente, aos postos de vacinação, evitando assim a morte de pessoas por raiva nos bairros periféricos”, concluiu Rosária Ndombaxi.

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