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Apoio garantido aos camponeses

Domingos dos Santos | Uíge

O governador da província do Uíge, Paulo Pombolo, garantiu, ontem, o apoio do governo local aos agricultores dos 16 municípios da província, com tractores, alfaias agrícolas e outros instrumentos, no sentido de imprimir uma nova dinâmica à agricultura.

Executivo do Uíge garante apoio aos cafeicultores da província
Fotografia: Santos Pedro

O governador da província do Uíge, Paulo Pombolo, garantiu, ontem, o apoio do governo local aos agricultores dos 16 municípios da província, com tractores, alfaias agrícolas e outros instrumentos, no sentido de imprimir uma nova dinâmica à agricultura.
O governante, que falava no final do acto de entrega dos primeiros meios agrícolas às administrações municipais, frisou que a província do Uíge possui um grande potencial no domínio da agricultura que deve ser fortemente investido para o combate à fome e à pobreza.
“Com a entrega desses meios a cada município, a ideia é que cada administração municipal, em função do programa estabelecido pela Repartição municipal da Agricultura, possa apoiar os pequenos agricultores, as associações de camponeses e as cooperativas”, explicou Paulo Pombolo.
Até ao final deste mês, os agricultores vão beneficiar de mais tractores e alfaias agrícolas, que, segundo o governador, já se encontram no Porto de Luanda, aguardando apenas o seu desalfandegamento.
Paulo Pombolo explicou que o referido equipamento foi adquirido ainda na anterior gestão de Mawete João Baptista, actual governador de Cabinda, mas que a empresa responsável pela compra e entrega dos materiais não cumpriu com os prazos estabelecidos no contrato.
“Felizmente recebemos garantias do empresário de que até ao fim do mês teremos os instrumentos para o reforço da actividade agrícola na nossa província”, disse, garantindo também que o governo da província vai fazer uma terceira entrega de meios para agricultura antes do fim do ano em curso.
“Precisamos potenciar os municípios com mais tractores e outros equipamentos necessários, para ver se dinamizamos o sector da agricultura, que é vital para a sobrevivência da província, em particular, e do país em geral”, sublinhou.
O director provincial da Agricultura, Eric Lussoki, disse que os resultados da produção, da primeira e da segunda época, são satisfatórios, na medida em que a colheita de hortícolas poderá aumentar na província.
Segundo Eric Lussoki, no início da campanha agrícola a província registava um grande défice de produção de tomate e cebola, mas com a sensibilização dos técnicos se conseguiu mobilizar os agricultores no sentido de cultivar mais este tipo de hortícolas.
“Em termos de hortícolas, prevemos colher mais de 30 toneladas de tomate, produto que era muito difícil de encontrar nos nossos mercados”, disse, acrescentando que, ainda nesta campanha, serão 70 toneladas de cebola e pepino.

Produção do café

O director provincial da Agricultura disse existir um grande esforço no sentido da recuperação de todas as fazendas de café que foram transformadas para cultivo de outros produtos, como a mandioca e o milho.
“O café já estava a morrer, porque as pessoas que ocuparam as antigas fazendas substituíram o cultivo do café pela produção de mandioca e milho. Mas, nós, através dos brigadistas, estamos a sensibilizar os camponeses que, neste momento, voltaram a produzir o café em grande escala”, explicou.
Eric Lussoki referiu que, depois de se começar a produzir o “bago vermelho”, houve problemas na comercialização do café, por falta de potenciais compradores, mas que hoje existem empresas que vão junto dos cafeicultores para comprar o produto. “Temos agora o problema das vias de acesso para escoar o café que é produzido em zonas distantes da sede da província, mas estamos a trabalhar no sentido de melhorar esses acessos, principalmente nesta época de cacimbo”, disse.

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