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Aposta dos jovens no auto rendimento

Valter Gomes| Uíge

Muitos jovens que concluíram a formação profissional no Pavilhão de Artes e Ofícios do Negage apostam na criação de pequenas empresas para garantir o autosustento, além de oferecerem empregos a outros.   

Província do Uíge conta com muitos mestres de artes e ofícios que estão a abrir pequenas empresas de prestação de serviços
Fotografia: Dombele Bernardo

Neves Barros, 29 anos, membro de uma Cooperativa de Corte e Costura que funciona há dois anos numa das ruas do bairro Caua Segundo, disse que antes beneficiou de uma formação profissional no Pavilhão de Artes e Ofícios do Negage.
“Com a abertura da cooperativa consegui dar emprego a mais de 20 jovens, muitos deles formados no mesmo centro onde passei e outros são aprendizes. Aqui trabalhamos unidos e, por isso, a cooperativa está a evoluir muito bem”, referiu.
O electricista Panzo Andrade Jaime, 22 anos, disse que foi bom ter frequentado a formação profissional naquele centro, uma vez que logo depois de terminar o curso conseguiu facilmente o seu primeiro emprego na Empresa Nacional de Electricidade (ENE).
“Sinto-me muito contente e confortável pelo emprego que tenho. Neste momento estou a preparar-me para abrir um pequeno centro de formação profissional, com cursos de electricidade e informática”, afirmou.
O director do Pavilhão de Artes e Ofícios do Negage, Joaquim Pecamena Coxe, disse que a unidade de formação, criada a 25 de Setembro de 2007, já lançou para o mercado do emprego mais de mil jovens, nas especialidades de corte e costura, electricidade, carpintaria, serralharia e informática.
Joaquim Coxe explicou que para o presente ano estão matriculados 163 jovens. A formação tem a duração de nove meses e as aulas são asseguradas por oito formadores.
Muitos técnicos formados na nossa instituição, prosseguiu, são encaminhados para o Centro de Emprego, onde recebem solicitações para trabalharem em empresas públicas e privadas, enquanto outros criam pequenas empresas, onde desenvolvem actividades relacionadas com as suas aptidões profissionais. De acordo com o director do Pavilhão de Artes e Ofícios do Negage, Joaquim Coxe, o objectivo da criação do centro é formar a juventude, para que tenha facilidade em conseguir emprego, tendo solicitado a abertura de mais unidades de formação no município, para responder à procura de jovens que manifestam o interesse de se formarem profissionalmente.
“O nosso centro não tem capacidade para atender todos os jovens que batem à porta em busca de formação profissional, por isso solicitamos a abertura de mais centros de formação que possam oferecer também os cursos de mecânica, construção civil, decoração e artesanato, muito solicitados pelos jovens do Negage”, referiu.
No Pavilhão de Artes e Ofícios do Negage os jovens não pagam nada do princípio ao fim da sua formação. Basta apenas apresentar  certificado de habilitações literárias, com o nível mínimo da sexta classe, fotocópia do Bilhete de Identidade, fotografias tipo passe e talão de recenseamento militar para os jovens do sexo masculino.

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