Províncias

Automobilistas mais envolvidos na segurança rodoviária

Milton Eduardo| Uíge

Sábado, no posto policial localizado defronte ao estaleiro da CRBC, empresa chinesa de construção civil, na estrada nacional nº 100 que liga as províncias do Uíge, Bengo e Luanda, um grupo de jovens afectos ao Conselho Municipal da Juventude (CMJU), trajados de camisolas e bonés brancos, munidos de folhetos informativos, interpelaram e sensibilizaram os automobilistas, aconselhando-os a serem rigorosos no cumprimento das regras de segurança rodoviária.

Membros do Conselho Municipal do Uíge da Juventude aconselham automobilistas a cumprirem Código de Estrada
Fotografia: José Bule| Uíge

Sábado, no posto policial localizado defronte ao estaleiro da CRBC, empresa chinesa de construção civil, na estrada nacional nº 100 que liga as províncias do Uíge, Bengo e Luanda, um grupo de jovens afectos ao Conselho Municipal da Juventude (CMJU), trajados de camisolas e bonés brancos, munidos de folhetos informativos, interpelaram e sensibilizaram os automobilistas, aconselhando-os a serem rigorosos no cumprimento das regras de segurança rodoviária. Estava em marcha a campanha de sensibilização da população sobre segurança rodoviária.
O automobilista Luís Fernando, de 42 anos e condutor há mais de dez e funcionário das Organizações Salala, solidarizou-se com a acção promovida pelos jovens de diferentes organizações políticas e associações juvenis, que integram o Conselho da Juventude. 
Luís Fernando pediu aos seus colegas para pautarem o seu comportamento pelos princípios que regem as normas do Código de Estrada, principalmente no que se prende com a não ingestão de bebidas alcoólicas antes e durante a condução e não falar ao telemóvel, entre outros cuidados.
Lembrou que o desrespeito destas normas tem sido a causa número um do elevado índice de acidentes registados na província e no país.
"Aos meus colegas motoristas, quero lembrar que todos os dias se registam muitos acidentes nesta estrada que liga as províncias do Uíge, Bengo e Luanda e vice-versa, que têm causado a morte a muitas pessoas. Por isso devemos ter isso em atenção e acautelarmo-nos cada vez mais durante a condução", apelou.
"Estou muito satisfeito com o vosso trabalho, porque ensinaram-me mais uma coisa na vida, até porque devemos aprender, aprender e aprender sempre", disse o taxista Morais Mendes, que saía do município do Quitexe para a cidade do Uíge, a cerca de 40 quilómetros de distância, acompanhado de três passageiros.
Leonel, motorista da MACOM, referiu que a intenção dos jovens afectos ao CMJU serviu para despertar a consciência de todos os utentes da via pública para os cuidados que se deve ter quanto à sua utilização, independentemente da função que estivermos a desempenhar, automobilista, peão ou passageiro. "Quem conduzir não deve beber e se beber não deve conduzir", aconselhou. Preocupados com o elevado número de mortes, resultado dos inúmeros acidentes de viação que acontecem nas estradas da província, em particular, e do país, em geral, o Conselho Municipal da Juventude do Uíge realizou uma imensa campanha de sensibilização contra a sinistralidade rodoviária.

Combate à sinistralidade 

A campanha envolveu mais de 100 jovens filiados nas organizações políticas juvenis, religiosas, filantrópicas e outras, que demonstraram muita determinação e vontade de ajudar a combater o fenómeno da "sinistralidade rodoviária", sensibilizando os automobilistas, peões e passageiros, para serem prudentes, atentos e cívicos nas estradas, ruas e ruelas.
Carolina Manuel, voluntária, disse que enquanto jovem se sente obrigada a participar activamente nas actividades que têm em vista contribuir para o desenvolvimento da província e do país. Segundo ela, as mortes não contribuem para o alcance do desenvolvimento e, no entanto, uns dos principais motivos de morte na província são os acidentes de viação.
"Nunca perdi um familiar próximo por acidente de viação, mas estou solidária com todos aqueles que um dia viram um seu parente partir para a eternidade por causa disso. Por isso resolvi participar nesta actividade e vou continuar a lutar contra a sinistralidade rodoviária, porque a maioria das vítimas são jovens, em idade fértil para contribuir para o desenvolvimento socioeconómico da província", referiu.
O primeiro secretário da JMPLA do município do Uíge, Pedro Miguel Garcia, que também participou na actividade, valorizou a iniciativa do Conselho Municipal da Juventude. Segundo ele, a actividade é realizada num momento em que as autoridades estão preocupadas com o crescimento vertiginoso dos acidentes de viação, que estão a vitimar milhares de vidas humanas e a causar prejuízos materiais avultados.
"Os jovens devem continuar a trabalhar para inibir os actos indecorosos praticados pelos utentes da via pública. Mas, antes, é necessário que elevemos o nível de consciência da juventude, em particular, e da população, em geral, para participarem em massa em actividades como esta, que contribuem para que haja uma maior prevenção rodoviária na província”, considerou. Félix Simão Lucas, secretário provincial da JURA, organização juvenil da UNITA, referiu que o convite do Conselho Municipal da Juventude constituiu um motivo de alegria, pela participação numa actividade tão importante, por contribuir para a redução da sinistralidade rodoviária.
"A minha organização está e continuará a estar de braços abertos para contribuir no que for necessário em prol do desenvolvimento da província.
Nos últimos tempos tem havido muitos acidentes que, consequentemente, resultam em muitas mortes, situação que, à semelhança de todas as outras forças vivas, também preocupa a juventude da UNITA. Vamos todos dar o nosso máximo na luta e no combate à sinistralidade", rematou. Luís Abel Miango, secretário executivo do Conselho Municipal da Juventude do Uíge, que coordenou a actividade que decorreu nos principais pontos de paragem e circulação automóvel do município sede, referiu que a campanha teve uma resposta positiva da juventude de diferentes organizações políticas e associações filantrópicas juvenis e religiosas.
Segundo o responsável, durante a campanha foram distribuídos mais de 1.500 panfletos. "Para além da entrega dos activistas, o nosso balanço foi positivo porque contámos com uma excelente participação da população alvo, peões, automobilistas e passageiros, que souberam ouvir-nos e até colocar algumas questões que mereceram a pronta resposta dos agentes de viação e trânsito, que nos acompanharam no decorrer de toda a actividade", afirmou. 
Segundo o secretário executivo do Conselho Municipal da Juventude, Luís Abel Miango, "se as mensagens deixadas forem aplicadas, acredito que haverá uma grande redução dos casos de sinistralidade rodoviária, na cidade e na periferia".

Tempo

Multimédia