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Autoridades dão prioridade ao combate à fome

António Capitão

Implementar e financiar projectos que visam combater a fome e a pobreza no município da Damba, província do Uíge, é a principal aposta das autoridades locais para o corrente ano.

Vista parcial da sede do município da Damba onde estão a ser erguidas várias infra-estruturas de impacto social
Fotografia: José Bule | Uíge

Implementar e financiar projectos que visam combater a fome e a pobreza no município da Damba, província do Uíge, é a principal aposta das autoridades locais para o corrente ano.
Sebastião Muanza, administrador municipal da Damba, disse ao Jornal de Angola que as verbas provenientes dos Programas de Descentralizacão Financeira e de Combate à Fome e à Pobreza vão ser investidas em projectos agropecuários, de recuperação de sistemas de abastecimento de água e de fornecimento de energia eléctrica e outros ligados aos sectores da Educação, Saúde e Comércio.
“Na qualidade de principal gestor do programa de combate à fome e à pobreza, no município, temos várias acções planificadas que visam melhorar o abastecimento de água e energia eléctrica, os serviços de saúde e educação e reforçar as acções de saneamento básico”, afirmou Sebastião Muanza.
A reabilitação da estrada que liga a sede municipal à comuna do Lémbua constitui, igualmente, outra grande aposta da administração municipal, tendo em conta as potencialidades agrícolas da região. Segundo o administrador, o escoamento dos produtos agrícolas cultivados na localidade pode contribuir para a concretização do Programa de Combate à Fome e à Pobreza.
“O empreiteiro a quem adjudicámos a empreitada para a reabilitação da estrada que dá acesso à comuna do Lémbua já tem os equipamentos técnicos e os trabalhadores concentrados no município.
Acreditamos que, depois de concluída a sua reconstrução, os agricultores desta região vão poder comercializar os seus produtos noutros pontos do município e da província, contribuindo desta forma para o combate à fome e à pobreza”.
Sebastião Muanza garantiu, por outro lado, a aposta da administração municipal em construir instalações para o funcionamento das representações das direcções provinciais da Televisão Pública de Angola, Rádio Nacional, Jornal de Angola e Angop.
 
Mais alunos vão à escola
 
Mais de 15 mil alunos estão matriculados para o presente ano lectivo, no município da Damba. Luvumbo Tomás, chefe da repartição municipal da Educação, disse ao Jornal de Angola que o ingresso de mais crianças no sistema normal de ensino se deve à construção de mais 47 salas.
“A entrada em funcionamento de um complexo escolar com 35 salas, construído na sede municipal, além de duas escolas com seis salas cada, construídas nas aldeias Luzuanda e Mabibi, vão reforçar a rede escolar do município da Damba, composta por 110 escolas, que albergam alunos do ensino primário, primeiro ciclo e segundo ciclo do ensino secundário”, disse Luvumbo Tomás. O responsável da educação referiu que, do número de escolas que compõem a rede escolar do município, apenas 10 funcionam em instalações apropriadas, construídas de raiz.
“A maioria dos alunos matriculados no município ainda estudam debaixo de árvores e ao ar livre”, disse Luvumbo Tomás, acrescentando que “o número de crianças que acabam de ingressar no sistema de ensino é satisfatório, tendo em conta os objectivos do Ministério da Educação no combate ao analfabetismo”.  Para que todas as crianças estudem condignamente no município da Damba, o chefe da área municipal da Educação defende a construção de mais 600 salas e a colocação de 50 novos professores. “O município da Damba conta com 374 professores, mas o número ainda é insuficiente”, disse, acrescentando que estão disponíveis no município vários manuais didácticos para serem distribuídos aos alunos e professores.
 
Merenda escolar

 
Há mais de dois anos que os alunos matriculados nas escolas do município da Damba não recebem merenda. Mais de mil crianças das escolas da sede municipal e das aldeias Caindo, Mbuela e Luzuando beneficiavam deste programa, segundo Luvumbo Tomás.
 “No período em que se fazia a distribuição da merenda escolar, os alunos assimilavam mais, as crianças da iniciação permaneciam mais tempo na escola e o nível de aproveitamento era maior. Deve rever-se esta situação, porque as crianças questionam a ausência da merenda”, concluiu Luvumbo Tomás.

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