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Autoridades preocupadas com distribuição de água

Valter Gomes |Uíge

O administrador municipal do Uíge está preocupado com as dificuldades ainda existentes no processo de distribuição de água potável às populações da cidade.

O governo da província lançou um programa de alargamento da rede de baixa tensão que vai abarcar a iluminação pública e habitações
Fotografia: Filipe Botelho

Altamiro Benjamim disse que a antiga rede de distribuição já não oferece condições adequadas para fazer chegar água a todos os bairros. Nessas zonas da sede do município a população enfrenta algumas dificuldades devido à insuficiência da rede de distribuição e à a deterioração de ligações antigas que ainda não foram substituídas.
Para fazer face à situação, o administrador do Uíge informou que o governo da província adjudicou as obras de requalificação da rede de distribuição.
A empreitada numa primeira fase abarca uma malha de 120 quilómetros para fornecer água ao casco urbano e aos bairros periféricos da cidade do Uíge.
“O processo está a ser desenvolvido gradualmente e temos a plena certeza de que em pouco tempo a população vai receber água em quantidade e qualidade”, garantiu.

Energia de Capanda


Os habitantes da cidade do Uíge consomem energia eléctrica produzida na barragem de Capanda. A mesma linha de transporte abastece também os municípios do Negage e Maquela do Zombo.
O administrador disse que para garantir o fornecimento de energia aos habitantes, o governo da província lançou um programa de alargamento da rede de baixa tenssão que vai abarcar a iluminação pública e as ligações domiciliárias dos diversos bairros periféricos da cidade.
Para o êxito da empreitada, foram requisitados novos Postos de Transformação que vão ser instalados nos bairros periféricos, permitindo que a energia chegue com mais potência às habitações e ­estabelecimentos comerciais. Altamiro Benjamim reconheceu que existem ainda algumas dificuldades no fornecimento de energia eléctrica, mas garantiu que o governo da província está a fazer tudo para que a população seja abastecida sem cortes.
A educação foi um dos sectores que mais cresceu desde que o país alcançou a paz.
Altamiro Benjamim recordou que antes, quase não existiam escolas em condições, devido à guerra. O quadro hoje é completamente diferente, em função da execução de vários projectos que nos últimos 11 anos permitiram a construção de mais de 100 escolas primárias, 19 do primeiro ciclo e sete do segundo ciclo do ensino secundário.
Para reforçar cada vez mais a rede escolar no município, disse, estão em construção três novas escolas nos bairros periféricos com 12 salas cada, que vão permitir absorver mais de três mil novos alunos e outros que estudam em salas provisórias.
Para o presente ano lectivo, foram matriculados 139.164 alunos ensino dos quais 10.550 do ensino primário, 19.502 do primeiro ciclo e 14.612 do segundo ciclo. As aulas são asseguradas por 4.465 professores.

Uíge de boa saúde

No domínio da saúde, foram construídas 42 unidades sanitárias, dos quais sete centros de saúde e 35 postos sanitários distribuídos pelas aldeias e bairros periféricos do município do Uíge.
Antes do alcance da paz, o município do Uíge dependia apenas do Hospital Provincial.
Além destas unidades já em funcionamento estão em fase de acabamento e apetrechamento com mobiliário e equipamentos técnicos, um hospital municipal e dois novos centros de saúde situados nos bairros Candombe Novo e Cemitério.
Estão em construção dois outros nos bairros Catapa e Mongualiema, periferia da cidade do Uíge.
Altamiro Benjamim realçou que para assegurar o funcionamento a­dequado das unidades sanitárias na localiade, foram enquadrados e distribuídos técnicos  de enfermagem devidamente capacitados na prestação de serviços humanizados de saúde à população. “Vamos continuar a trabalhar para que os habitantes tenha acesso à saúde”.

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