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Autoridades querem requalificar periferia

Nicodemos Paulo e Valter Gomes | Uíge

A administradora municipal interina do Uíge defendeu ontem, nesta cidade, a requalificação dos bairros periféricos, de modo a melhorar a acomodação dos munícipes e garantir melhor qualidade de vida.

Fotografia: JAimagens

Alzira da Conceição, que falava na abertura oficial das festas da cidade do Uíge, salientou que é necessário melhorar as vias de acesso aos bairros periféricos, expandir e melhorar a iluminação pública, bem como a distribuição de água potável, serviços que dariam outras condições de habitabilidade aos munícipes.
“Temos de reconhecer que algum trabalho tem sido feito, no entanto ainda temos muitos problemas na cidade. É preciso melhorar as condições de habitabilidade para todos. A zona periférica cresceu tanto que há a necessidade de se fazer algumas intervenções, para a melhoria das condições de vida”, reconheceu.
A administradora municipal apontou melhorias consideráveis na Educação, que reúne uma rede escolar com 130 escolas de vários ciclos, perfazendo 1.400 salas, que absorvem 186 mil alunos, ao passo que o sector da Saú-de reúne 47 unidades sanitárias, das quais um hospital municipal, uma maternidade e oito centros maternos infantis, assegurados por 510 técnicos.
“Como se pode notar, estes departamentos cresceram bastante, mas ainda assim precisam da nossa atenção, sobretudo o sector da Saúde, onde temos apenas 17 médicos, que não correspondem à demanda, se tivermos em conta a densidade populacional. Outro problema é o fraco funcionamento da rede hospitalar municipal, devido à falta de técnicos e especialistas em várias áreas”, acrescentou.
Alzira da Conceição anunciou, para breve, os trabalhos de expansão da rede de distribuição de água, que vão beneficiar mais dois mil habitantes, empreitada que está a ser feita paulatinamente, a julgar pela complexidade do trabalho. “Nem tudo está mal, os próximos meses poderão ser melhores, pois até Agosto próximo mais gente terá água potável em casa”, garantiu.
Quanto ao saneamento básico, a administradora apelou aos munícipes no sentido de participarem massivamente nas campanhas de limpeza, para se evitar a acumulação de lixo nas ruas e esquinas da cidade. “A em-presa responsável pela limpeza da cidade está com algu-
mas dificuldades, por isso vamos consentir algum sacrifício, para mantermos a nossa cidade limpa”, disse.
O programa das festas da cidade comporta um leque de actividades de carácter económico, desportivo, cultural e religioso, com destaque para a feira agro-pecuária, comercial e industrial, jornadas de reflexão sobre o futuro económico da província, com a participação de empresários e académicos, mesa redonda sobre causas e consequências da imigração ilegal, com participação de representantes do Ministério do Interior, autoridades tradicionais, religiosas, académicos, bem como espectáculos músico-culturais.

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