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Autoridades tradicionais locais aplaudem acções do Executivo

Valter Gomes | Uíge

Autoridades tradicionais da regedoria do Dambi e Nganacamana, no município do Uíge, elogiam os projectos e programas sociais que o Executivo angolano está a desenvolver na localidade, destinados a melhorar as condições de vida das populações.

Acções do Governo permitiram a construção de diversas escolas e postos médicos
Fotografia: Eunice Suzana | Uíge

Autoridades tradicionais da regedoria do Dambi e Nganacamana, no município do Uíge, elogiam os projectos e programas sociais que o Executivo angolano está a desenvolver na localidade, destinados a melhorar as condições de vida das populações.
O regedor do Dambi, João Bondo, destacou o programa de Combate à Pobreza, que está a contribuir para o surgimento de novas infra-estruturas escolares, sanitárias, económicas, entre outras. 
“Antigamente, a população percorria cerca de 30 quilómetros a pé até ao hospital provincial, em busca de assistência médica e medicamentosa e os doentes eram transportados em tipóias. Mas agora, com a construção de escolas e unidades de saúde na regedoria tudo está diferente e mais fácil”, assinalou.
Além desses ganhos, prosseguiu o regedor, em 2008 o Executivo reabilitou o antigo sistema de abastecimento de água potável por gravidade, o que encurtou significativamente a distância de cerca de três quilómetros que os habitantes percorriam até aos rios mais próximos.
Uma associação de camponeses e a única cooperativa agrícola criada, recentemente, na localidade, aguardam financiamentos para o aumento da produção de alimentos no Dambi.
O regedor João Bondo afirmou que os solos são muito férteis e oferecem boas condições para a produção de alimentos em grande escala. A banana, jinguba, mandioca, feijão, milho, café, cana-de-açúcar, laranja, abacaxi, mamão e outros, são os produtos agrícolas mais cultivados na comunidade. Adelina Lucas, de 38 anos, habitante na aldeia Pique, lembrou que, anteriormente, o nível de vida da povoação era muito difícil. “Hoje, já não precisamos de andar muitos quilómetros a pé até à cidade, a carregar produtos agrícolas na cabeça para a sua comercialização. As viaturas circulam com regularidade e os nossos filhos já podem estudar aqui mesmo, até à 6ª classe”, salientou.
 
Nganacamana


O soba de Nganacamana, Francisco Sunga, apontou a melhoria das vias de acesso, construção de escolas e unidades de saúde, reabertura de fazendas, criação de cooperativas agro-pecuárias, o apoio dado aos pequenos agricultores, construção de centros comunitários para o resgate dos valores cívico morais e culturais, como sendo algumas das principais acções em curso na localidade, fruto da paz alcançada em 2002. “Em tempos passados era tudo péssimo.
As crianças estudavam ao ar livre ou debaixo de árvores, e, quando havia chuva, as crianças abandonavam as aulas para se abrigarem nas cubatas que circundavam o local”, lembrou, para depois acrescentar: “Era um período em que as crianças não conseguiam assimilar muito bem a matéria. Ficavam distraídas com as pessoas, viaturas e animais que passavam ao lado do local onde recebiam aulas”.
O soba afirmou que as novas escolas construídas na localidade mudaram a qualidade de vida dos habitantes locais, além de melhorarem o processo de ensino e aprendizagem na localidade, onde mais de 200 alunos frequentam o ensino da iniciação à 4ª classe. As aulas são asseguradas por 13 professores.

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