Províncias

Autoridades tradicionais nos Buengas querem mais escolas e centros de saúde

Joaquim Júnior | Uíge

A escassez de escolas e centros de saúde preocupa as autoridades tradicionais do município dos Buengas, apurou o Jornal de Angola durante uma visita feita ontem pelo vice-governador provincial do Uíge para a área económica, Manuel Correia Victor.

A escassez de escolas e centros de saúde preocupa as autoridades tradicionais do município dos Buengas, apurou o Jornal de Angola durante uma visita feita ontem pelo vice-governador provincial do Uíge para a área económica, Manuel Correia Victor.
Os sobas disseram também que a falta de luz eléctrica nas comunas de Cuilo Cambozo e Buenga-Sul, assim como a ausência de agências bancárias e do serviço de identificação retardam o desenvolvimento do município.
“Não estamos alheios aos esforços que a administração está a empreender na construção de várias infra-estruturas, mas queremos que sejam construídas mais escolas nas comunas e aldeias deste município para que as nossas crianças deixem de estudar debaixo das árvores”, afirmaram. O estado actual da estrada que liga a sede dos Buengas ao município de Sanza Pombo, numa distância de cerca de 80 quilómetros, também preocupa as autoridades tradicionais.
“As chuvas já começaram a cair e isso vai tornar cada vez mais difícil a circulação de pessoas e bens, porque, apesar de a mesma beneficiar de obras de reabilitação, ainda não oferece a qualidade necessária para que a circulação seja feita com maior segurança e fluidez”, acrescentaram.
Em resposta, o administrador municipal dos Buengas, Augusto Bunga Kifuti, pediu “calma”, enumerando, entre outras acções, o apetrechamento do hospital municipal, a construção de condutas de água potável e casas para funcionários locais que, disse, “estão a mudar a imagem do município”.
Pediu a colaboração de todos os munícipes para o desenvolvimento do município.
O município dos Buengas fica 250 quilómetros a nordeste da cidade do Uíge, possui uma população estimada em mais de 85.400 habitantes, distribuídos em duas comunas e 64 aldeias.
O café, mandioca, amendoim, feijão, milho, gergelim, batata-doce, entre outros produtos agrícolas, são os mais cultivados na região.

Tempo

Multimédia