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Bispo incentiva criação de bancos alimentares

O bispo da Diocese do Uíge, Dom Emílio Sumbelelo, defendeu, no final de semana, a criação de bancos alimentares em todas as paróquias da diocese, para ajudar as famílias mais carentes.

Em declarações à Angop, à margem da missa da Sagrada Família, celebrada no Santuário de Santa Rita de Cássia, Casseche, o prelado referiu que a actual situação económica que o país e o mundo em geral vivem, caracterizada pela queda brusca do preço do barril de petróleo, toca a todas as famílias, tanto as de alto, assim como as de médio e baixo rendimento.
Face à situação, afirmou, a igreja tem uma palavra de apreço, mormente na prática de acções que concorrem para a ajuda dos mais necessitados.
Dom Emílio Sumbelelo lembrou que a poupança e a partilha são duas palavras que devem caracterizar o período económico que o país vive. O prelado exortou as famílias angolanas a saberem poupar, particularmente, em tempo difícil, sobretudo em termos de valores, saber empregar naquilo que é estritamente necessário, sem esquecer os imprevistos do amanhã.
Dom Emílio Sumbelelo realçou o espírito de partilha, uma realidade que caracteriza o povo angolano, e deve continuar no seio das famílias, para que não haja crianças sem pão na fase de crescimento.
“A característica do povo angolano é nunca fechar as portas e nem o coração quando recebemos alguém que não tem nada”, exortou o prelado, que apelou aos cristãos nas distintas paróquias a criarem bancos alimentares para se ir ao encontro dos mais carenciados.
O líder católico defendeu na sua homilia que as famílias devem ser verdadeiras escolas, onde se aprende o ABC do amor e das demais virtudes importantes para o crescimento integral dos seus membros, a exemplo da Sagrada Família de Nazaré.

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