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Bispo lança projecto de água

António Capitão | Uíge

Mais de 30 mil habitantes das 81 localidades do município do Songo, na província do Uíge, vão beneficiar de água potável, no âmbito do projecto “Maza yi Moyo”, lançado sábado pelo bispo da Igreja Evangélica em Angola, Kiaku Avelino.

Empreendimento financiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional inclui a instalação de sistemas de captação
Fotografia: Mavitidi Mulaza | Uíge

O projecto “Maza yi Moyo”, que traduzido do quicongo para o português significa “Água é Vida”, apoia os esforços do Executivo na melhoria das condições de vida das populações.
O empreendimento financiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) inclui a instalação de sistemas de captação, tratamento e distribuição de água e a construção de latrinas públicas e familiares.
Durante a execução do projecto, nos próximos três anos, são realizadas campanhas de sensibilização para os cuidados com a higiene pessoal e comunitária.
O bispo da Igreja Evangélica em Angola alertou que o consumo de água imprópria contribui para a mortalidade e a ocorrência de problemas de saúde pública.
O representante da USAID em Angola, Jason Fraser, disse que o projecto faz parte da Estratégia Global de Água e Desenvolvimento 2013-2018, da agência americana, que se junta às iniciativas do Executivo para que cerca de 80 por cento da população angolana tenha acesso a água potável e saneamento básico.
“O projecto visa contribuir para a melhoria da saúde das comunidades beneficiárias, através da redução dos índices de doenças relacionadas com a água e saneamento, uma vez que vai criar melhores infra-estruturas de fornecimento do líquido precioso às populações”, disse o representante da USAID. A vice-governadora do Uíge para o sector político e social, Maria da Silva, considerou valioso o projecto financiado pela USAID, que se associa a outros implementados na província, no âmbito dos programas Água para Todos, de Investimentos Públicos e de Combate à Fome e à Pobreza. Maria da Silva reconheceu que a província do Uíge possui um grande potencial hídrico não totalmente explorado e defendeu a necessidade de serem implementados mais projectos de captação, tratamento e distribuição de água, instalação de fontanários e abertura de furos artesianos, para garantir que a população consuma um produto de qualidade.
A administradora do Songo, Adelina Alexandre Pinto, anunciou para breve a extensão da rede de distribuição de água potável da sede municipal para as áreas periféricas.
A população presente no encontro parabenizou a iniciativa da administração que, mesmo sem recursos financeiros à altura, continua a implementar projectos que visam melhorar a qualidade de vida da população.
O soba do bairro Zulumongo, Daniel Zinga Manuel, depois de manifestar a sua satisfação, disse que vai mobilizar a população no sentido de abraçar o projecto, aproveitando a oportunidade para aconselhar os moradores no sentido de preservar os materiais a serem colocados no respectivo bairro.
O município do Songo possui uma extensão territorial de 2.800 quilómetros quadrados, distribuídos por uma comuna, 13 regedorias, 81 aldeias e conta com uma população estimada em 63.362 habitantes, segundo dados do Censo realizado em 2014.

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