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Campanha agrícola promete bons resultados

Walter Gomes| Uíge

Na campanha agrícola  2013/2014 no Uíge, aberta no sábado no Quisseque, Negage, devem ser colhidas mais de 1.800 toneladas de vários produtos, principalmente mandioca, jinguba e batata-doce, disse o responsável regional do Instituto de Desenvolvimento.

Durante o acto de abertura da campanha agrícola o governador Paulo Pombolo fez a entrega de diversos bens aos camponeses do Negage
Fotografia: Mavitidi Mulaza |Uíge

O governador provincial, que procedeu à abertura oficial da campanha e reafirmou a aposta no aumento da produção de bens alimentares na região, garantiu estarem criadas as condições para a campanha ser um êxito, sobretudo devido ao recurso à agricultura mecanizada.
“A partir de agora, os departamentos que integram o Governo Provincial, fundamentalmente do sector produtivo, devem começar a falar em dados porque o discurso teórico acabou”, disse.
Paulo Pombolo lembrou que o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2013/2017 reserva à província do Uíge “um papel extremamente importante na produção de alimentos, que passa pela transformação da agricultura doméstica em mecanizada”.
O governador referiu que se for conseguido colher o que está previsto “é muito bom para a província”, mas que “o desafio é melhorar ainda mais” devido “às condições criadas”. Quanto à mecanização agrícola, declarou que apenas três mil dos cinco mil hectares de terra previstos no plano provincial foram preparados com recurso a máquinas.
Paulo Pombolo incentivou a Direcção da Agricultura a trabalhar com as cooperativas, associações e o com o Governo Provincial para se poder inscrever no Programa de Investimentos Públicos a aquisição de mais equipamentos agrícolas que ajudem a materializar o PND para o sector agrícola. O governador lamentou que algumas cooperativas e associações de camponeses não tivessem desenvolvido actividade por falta de financiamento, “apesar de haver o crédito de campanha que não foi devidamente aproveitado”. A Direcção da Agricultura, disse, deve contar com o apoio do vice-governador para o sector produtivo e económico nas negociações com os bancos para a reactivação do crédito agrícola de campanha para os camponeses que ainda não beneficiaram de financiamento.

Combate à pobreza

O chefe do departamento provincial do IDA salientou que a produção agrária é indispensável ao programa de combate à pobreza por aumentar a segurança alimentar e nutricional, criar emprego, gerar rendimentos e a estabilidade da população rural.
 Eduardo Gomes referiu que o sector agrário tem beneficiado de apoios significativos do Executivo, designadamente sementes, fertilizantes e utensílios de trabalho.  A província do Uíge, declarou, tem 437.237 famílias organizadas em 958 associações de camponeses e 18 cooperativas agrícolas. A administradora da comuna do Quisseque disse que decorre uma campanha de sensibilização dos camponeses sobre o interesse de se organizarem em associações para beneficiarem de apoio bancários. Domingas Alfredo recordou que a Administração Comunal tem o registo de seis associações de camponeses em todas as aldeias da comuna que se dedicam à produção de banana, mandioca, milho, feijão, jinguba, batata-doce, bata rena, dendém e café, bem como à criação de gado bovino, caprino e suíno”.  A administradora lamentou o mau estado das vias de acesso que impede o escoamento dos produtos do campo para os mercados de vilas e cidades.Devido às dificuldades de escoamento, declarou, há enormes quantidades de produtos agrícolas que estão a deteriorar-se, principalmente em localidades de Quimbazi. A administradora  disse recear que se não houver uma intervenção urgente muitas vias fiquem intransitáveis por causa das chuvas que já começaram a cair com intensidade em toda a província.

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