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Camponesas pedem ajuda em meios agrícolas

Joaquim Júnior | Uíge

As camponesas do município do Dange Quitexe, no Uíge, pediram ajuda à Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher em meios de trabalho, para aumentarem a produção agrícola, e a criação de serviços sociais básicos nas comunidades. 

Defendida a importância de apoiar os programas de erradicação do analfabetismo no quadro do desenvolvimento da mulher rural
Fotografia: Eunice Suzana |

Durante um encontro com a responsável provincial, Domingas Afonso reconheceu que as mulheres da localidade necessitam de tractores com alfaias para o aumento da produção agrícola. Acrescentou que as enxadas e catanas são os meios mais utilizados por elas no trabalho do campo, instrumentos que as obrigam a grande esforço no exercício da actividade.
“É necessário dar outros meios para que possam fazer uma agricultura mecanizada. Com a aplicação de meios técnicos sofisticados, as camponesas da região vão poder produzir e desenvolver a actividade com mais facilidade”, realçou.
Além da actividade do campo, defendeu a necessidade de se apoiar mais os programas de erradicação do analfabetismo, combate à pobreza e destinados ao desenvolvimento da mulher rural e à melhoria das condições sociais das famílias residentes nas comunidades.
A directora Provincial da Família e Promoção da Mulher no Uíge, Catarina Domingos, disse que o programa de apoio à mulher rural resulta de uma convergência de políticas, uma vez que no projecto intervêm os sectores da Agricultura, Saúde, Assistência e Reinserção Social, Educação, Cultura, entre outros.O encontro, salientou, realizado com as mulheres do Dange Quitexe enquadra-se no cumprimento de ordens superiores no sentido de ser dada uma atenção especial à mulher rural.
Catarina Domingos avançou que os planos de desenvolvimentos para as mulheres das comunidades são de continuidade, nas áreas de competências familiares, violência doméstica, mulher rural e institucional, que compreendem os cinco principais focos de intervenção do Ministério da Família e Promoção da Mulher. “Por isso, as actividades que nós e as demais instituições realizarem dentro dos seus programas destinadas às mulheres têm um único denominador comum: melhorar as condições sociais das famílias”, afirmou.
A directora provincial lembrou que a mulher rural tem pouco tempo de descanso, porque na lavra executa os trabalhos de forma manual, e realçou a importância de se pretende alcançar um desenvolvimento sustentável e contar com o apoio das mulheres. A produção dos bens que elas extraem do campo deve merecer o apoio em meios e equipamentos sociais básicos para o aumento da produção.
O administrador municipal do Dange Quitexe, Salvador Bernardo, informou que estão a ser desenvolvidos esforços para melhorar as condições sociais das populações locais e, em particular, das mulheres rurais, através de acções levadas a cabo no âmbito do Programa Integrado de Combate à Pobreza, que tem estado a responder a algumas preocupações relacionadas com as parteiras tradicionais, famílias vulneráveis e repatriados.

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