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Camponeses do Songo com poucas colheitas

Os camponeses da localidade de Kimacuna, sete quilómetros a norte da sede municipal do Songo, na província do Uíge, registaram pouca colheita na última época agrícola, devido à mudanças climáticas, disse ontem o soba de Kimacuna.

Agricultores da localidade de Kimacuna pediram um maior apoio dos técnicos do sec
Fotografia: Nilo Mateus| Cuanza Norte| Edições Novembro

Gonçalves José referiu que os camponeses da região empenharam-se no cultivo de feijão, ginguba, tomate, mandioca, entre outros produtos, mas as fortes chuvas que caíram na circunscrição, no mês de Novembro, inundaram as baixas, destruindo quase toda a produção.
“Os agricultores semearam o feijão nas zonas baixas, mas quando a chuva começou a cair inundou o cultivo e praticamente tudo ficou destruído. Semeámos ginguba e deixou de chover, provocando a seca que destruiu toda a produção”, acrescentou.
A camponesa Adelina José afirmou que semeou cerca de 50 quilos de ginguba e 20 de feijão e perdeu quase toda a produção, devido a ausência da chuva, adiantando que já houve épocas em que caiu muita chuva prejudicial à produção.

Técnicos municipais


A agricultora pediu a intervenção urgente de técnicos municipais do sector para se estudar as razões que estão na base deste fenómeno, que preocupa os camponeses.
O município do Songo situa-se a 40 quilómetros a norte da cidade do Uíge. Conta com uma área de 2.800 quilómetros de extensão, repartidos por 13 regedorias, 81 aldeias e com uma população de 62.362 habitantes, maioritariamente camponeses.

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