Províncias

Camponeses felizes com crédito agrícola

António Capitão | Uíje

A alegria estampada no rosto do agricultor Adolfo Luvo, da aldeia Cangundo, no município do Negage, província do Uíge, era visível e contagiante. Estava emocionado e não conseguia conter a satisfação que sentia.

Responsável da cooperativa de Quinguangua
Fotografia: António Capitão

A alegria estampada no rosto do agricultor Adolfo Luvo, da aldeia Cangundo, no município do Negage, província do Uíge, era visível e contagiante. Estava emocionado e não conseguia conter a satisfação que sentia. Luvo cantava com alegria e agradecia a Deus pela boa nova que lhe foi dada pela instituição bancária que lhe vai conceder crédito.
“Estou muito feliz com isso. Já preparei mais de 10 hectares de terra. O apoio que vou receber vai dar para aumentar o cultivo de mandioca, banana, batata-doce, amendoim, hortícolas, batata rena e outros produtos”, disse. Adolfo Luvo louvou a decisão do banco em apoiar os agricultores do país e, particularmente, os da província, “porque este financiamento também vai contribuir para a diversificação da dieta alimentar das populações da região”.
O agricultor reconheceu o empenho do Governo na melhoria das condições de vida das populações que vivem nos municípios, nas comunas, aldeias e regedorias, que dependem da agricultura para sobreviver.
Marcelina Joaquim, da Associação de Camponeses Deolinda Rodrigues do Negage, conta com a ajuda dos filhos para manter viva a produção. “Há muito tempo que cultivávamos só para o nosso próprio consumo. Mas agora, com o dinheiro que vamos receber, vamos adquirir meios de trabalho e contratar alguns trabalhadores para podermos produzir mais e depois comercializarmos e podermos pagar os juros ao banco”, afirmou a camponesa, acrescentando que o crédito agrícola “vai fazer a província voltar a produzir muita comida, como antigamente”.
A Cooperativa Agrícola do Quinguangua possui 150 camponeses associados, que prepararam, na presente campanha agrícola, 25 hectares de terra. O coordenador Virgílio Mazebula disse que os camponeses associados naquela cooperativa estão com o moral elevado para produzir e perspectivar uma boa safra este ano. “Somos 150 associados na nossa cooperativa. Pedimos um empréstimo de cinco mil dólares ao banco e vamos investir toda essa quantia nos trabalhos que pretendemos realizar nos 25 hectares de terra, preparados para produzirmos mais e termos uma boa colheita no final do período de cada lavoura”, disse.
Mazebula destaca o apoio financeiro como um dos principais factores que vai contribuir para o desenvolvimento da agricultura. “Os camponeses do bairro Quinguangua prometem inundar os mercados da província com produtos agrícolas diversos”, anunciou.

Tempo

Multimédia