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Camponeses no Uíge recebem vários apoios

Joaquim Júnior | Uíge

Camponeses integrados na cooperativa agrícola do Quinguângua, regedoria Comandante Dangereux, na sede provincial do Uíge, beneficiaram de catanas, sementes de milho, feijão e ginguba, no âmbito do Programa de Apoio à Mulher Rural.

Além de sementes diversas foram também entregues instrumentos de trabalho aos integrantes da Cooperativa Agrícola Quinguângua
Fotografia: Filipe Botelho | Uige

Catarina Pedro Domingos, directora da Família e Promoção da Mulher, que fez a entrega dos meios provenientes do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), disse que a acção revela a preocupação do Governo com as comunidades rurais, com vista à criação de condições para o incentivo da agricultura e das tarefas comunitárias das populações locais.
“Precisamos de produzir para dar lugar à auto-suficiência alimentar e termos famílias saudáveis. O Governo está a trabalhar na criação de condições para o bem-estar das comunidades, sendo a produção agrícola indispensável ao desenvolvimento que se pretende alcançar. Esta é uma das razões que nos leva a dotar os camponeses com meios que impulsionam a produção agrícola”, disse.
A Direcção Provincial da Agricultura do Uíge, adquiriu, para a campanha agrícola 2013-2014, por intermédio do IDA, mais de 30 toneladas de sementes de feijão e milho, 12 toneladas de arroz e 24 toneladas de adubos para serem distribuídos aos camponeses. O responsável da cooperativa do Quinguângua, Virgílio Mazembula, agradeceu, em nome da comunidade, o apoio prestado às famílias camponesas.
A cooperativa conta com 150 associados, que têm como principal actividade o cultivo do café. Em 2013, os camponeses da localidade colheram e comercializaram mais de três toneladas de café mabuba e algumas quantidades de milho, mandioca, feijão e ginguba.

Comunidade alfabetizada

O Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar é executado na localidade há mais de três anos pela organização não-governamental Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP). O director do projecto, Panzo Garcia, disse que estão inseridos no sistema 853 alfabetizandos e as aulas são asseguradas por dez alfabetizadores formados na Escola de Professores do Futuro do Negage.
 A directora provincial da Família e Promoção da Mulher do Uíge, Catarina Domingos, distribuiu material de alfabetização, manifestando-se preocupada com o elevado índice de desistência escolar no Quinguângua. Das mais de 200 crianças matriculadas no ensino primário, na localidade, pelo menos 20 por cento desistiram das aulas para ajudarem os pais nos trabalhos do campo.
Num encontro com as mulheres locais, Catarina Domingos apelou à comunidade para combaterem e denunciarem as diferentes formas de violência e discriminação no género.
António Garcia, soba da aldeia, apontou como principais dificuldades a falta de um sistema de abastecimento de água potável e de técnicos de saúde para o posto que funciona na localidade.
A administradora municipal adjunta, Sónia Arlete, prometeu solucionar o problema do Quinguângua em poucos dias, no âmbito da execução do Programa de Combate à Pobreza. Com 8.426 habitantes, a regedoria Comandante Dangereux abarca seis aldeias, Quinguângua, Muenga, Mutai, Cungula, Terra Nova e Mbanza Quinguângua, e fica a pouco mais de 13 quilómetros da cidade do Uíge, capital da província com o mesmo nome.

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