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Casos de malária na região com tendência a aumentar

Nicodemos Paulo | Uíge

O banco de urgência da Pediatria do Hospital Geral do Uíge assistiu, nos últimos cinco dias, mais de 940 crianças com sintomas de paludismo e outras doenças diarreicas agudas, números considerados preocupantes, anunciou ontem, no Uíge, o director clínico daquela unidade sanitária.

Parte frontal do Hospital Geral do Uíge
Fotografia: Mavitidi Mulaza | Edições Novembro

David Diavanza, que analisava os primeiros dias do ano 2017, disse que 400 crianças foram internadas, das quais 246 tiveram alta. O responsável afirmou que estes números preocupam a direcção do hospital que adoptou já algumas medidas, como o aumento de técnicos em cada turno, para dar resposta à demanda de pacientes.
O médico referiu que este aumento de casos deve-se, fundamentalmente, à proliferação de mosquitos e à falta de prevenção por parte das famílias. “Por isso reiterámos o nosso conselho aos pais e encarregados de educação no sentido de usarem mosquiteiros, cortar o capim em volta da casa, eliminar os charcos e todos os lugares onde os mosquitos podem reproduzir-se”, referiu.
O director clínico do Hospital Geral do Uíge orientou as famílias a levarem as crianças para a unidade hospitalar mais próxima, tão logo apresentem os primeiros sinais da doença, evitando que a situação se agrave e necessite de cuidados redobrados. David Diavanza  lamentou o facto de muitas crianças terem que ficar internadas porque chegam ao banco de urgência a convulsionar, o que acarreta uma intervenção intensiva dos médicos, chegando mesmo a recorrer-se à transfusão de sangue. Nos últimos cinco dias, disse David Diavanza, seis crianças faleceram, cinco das quais com paludismo em fase avançada e uma com raiva. Para evitar estes dados funestos, o médico aconselhou as famílias a evitar o tratamento caseiro, com xaropes ou raízes tradicionais.
Para evitar a proliferação do paludismo, cólera e outras epidemias em toda a província, dada as suas características climatéricas e a sua posição geográfica, a comissão técnica de luta contra as epidemias no Uíge traçou um plano estratégico de prevenção da síndrome febril encefálico ZICA. O chefe departamento da saúde público, Manuel Bunga, afirmou que uma das principais tarefas da comissão é a sensibilização da população sobre as formas de contaminação e manifestação e as medidas preventivas desta doença. 

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