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Centenas de alunos com melhores salas de aulas

Valter Gomes| Uíge

Um total de 545 alunos do ensino primário da comuna de Macocola, município de Milunga, deixou de estudar em péssimas condições de acomodação para assistir às aulas em três novas salas, reabilitadas e totalmente apetrechadas.

Diversas infra-estruturas de impacto social foram inauguradas pela administradora no âmbito do programa de combate à pobreza
Fotografia: Eunice Suzana

A escola primária n.º 357, construída em 1914, estava em escombros há mais de 40 anos, em consequência de guerra. Dada a situação, as autoridades levaram a efeito obras de restauração das infra-estruturas, no âmbito do programa de melhoramento das condições de acomodação, ensino e aprendizagem.
A directora provincial da Família e Promoção da Mulher, Catarina Pedro Domingos, inaugurou o reinício das actividades lectivas naquela escola, a primeira a ser construída na comuna.
Neste momento, a escola, que funciona em dois períodos, além das três salas de aulas possui gabinete do director, balneários e um recinto para recreação dos alunos.
O coordenador comunal do sector da Educação de Macocola, Carlos Miguel Makenda, disse que as novas salas faziam muita falta para  melhor  acomodação dos alunos, visto que na altura dos escombros muitos deles não concluíam as aulas por causa das intempéries.
Carlos Miguel Makenda acrescentou que com a reinauguração da escola, a comuna  de Milunga conta actualmente com 32 escolas do ensino primário e do I ciclo, distribuídas pelas várias localidades, estando prevista a construção de outras quatro novas escolas, em Capucula, Mbemba e Nova Ideia.
Carlos Makenda referiu que no presente ano lectivo, na comuna foram matriculados 6.224 alunos da iniciação à 12. ªclasse, estando a formação dos mesmos assegurada por 224 professores. O coordenador da educação salientou que o número de professores ainda é diminuto, tendo em conta a quantidade de alunos. São necessários mais 20 novos docentes.

Mais produtos

Carlos Makenda precisou que no ano passado beneficiaram do programa de merenda escolar 1.400 alunos de três escolas, prevendo-se que este ano a cifra suba para 2.300. Na sede do município de Milunga, os comerciantes de produtos agrícolas, industriais e outros ganharam um mercado, construído de raiz, com capacidade para 214 bancadas, um armazém para conservação de produtos, balneários e outros espaços onde os habitantes vão comercializar os seus negócios em condições dignas. A administradora municipal de Milunga, Delfina Henriques, disse que o mercado local surge no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza, visando tirar todas as vendedoras das péssimas condições em que comercializam os seus produtos.

Associações de Camponeses

Delfina Henriques lembrou que a nível do município estão controladas 104 associações agropecuárias e uma cooperativa, com centenas de associados. São estes com quem a administração trabalha, fornecendo-lhes instrumentos agrícolas, sementes e outros apoios.
A responsável salientou que, para a presente época agrícola já foram trabalhados 70 hectares de terra, onde os camponeses plantaram mandioca, ginguba, feijão, milho, batata-doce, inhame, feijão-frade e outros produtos alimentares.
“Queremos intensificar a produção dos alimentos na região, com vista a contribuir na redução da fome no seio das famílias, uma vez que o município de Milunga possui terras férteis, onde, mesmo sem adubos, as plantações desenvolvem e produzem-se sem sobressaltos”, concluiu.
O município de Milunga, antiga Santa Cruz, está situado 235 km a nordeste da cidade do Uíge e é composto por três comunas, Macolo, Massau e Macocola, e 218 aldeias. Tem uma população estimada em 77.800 habitantes.

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