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Centenas de casos são diagnosticados

Valter Gomes | Uíge

A província do Uíge registou, de Janeiro a Novembro deste ano, 820 casos de VIH/Sida, que causaram a morte de 45 pessoas, informou ontem, na sede provincial, o coordenador provincial do Programa de Luta Contra a Sida.

Encontro abordou a situação do aumento de casos de VIH-Sida que causa muitas mortes
Fotografia: Eunice Suzana | Uíje

Benjamim Nkambani disse que o número de óbitos cresce significativamente, pelo facto de muitos pacientes ignorarem o tratamento médico, recorrendo ao tratamento tradicional e só mais tarde procurarem pelos serviços médicos.
O responsável avançou que, durante o período em análise, mais de 94 mil pessoas, entre mulheres gestantes, adolescentes e adultos aderiram ao teste voluntário do VIH/Sida, fruto das várias actividades de sensibilização que os técnicos de saúde têm vindo a desenvolver nas comunidades, sobre a importância de cada um conhecer o seu estado serológico.
Benjamim  Nkambani esclareceu que, desde 2013, a província do Uíge continua com um nível de 0,3 por cento de seroprevalência.
As autoridades sanitárias e governamentais, acrescentou, estão a trabalhar no sentido de baixar ainda mais este nível, a partir do próximo ano, com a intensificação das actividades de sensibilização da população, testagem voluntária e tratamento dos que já se encontram infectados. Assegurou que, a nível da província, estão criadas as condições para diagnosticar casos de VIH em todos os municípios, depois da instalação de equipamentos de testagem do vírus em diversas unidades sanitárias, sobretudo nos centros maternoe e infantis.
Pinto Mulato, da Rede Angolana das Organizações de Serviços de Luta Contra Sida no Uíge, defendeu a necessidade de todos juntarem sinergias na luta contra o VIH, sensibilizando a população sobre as consequências da doença. “A informação, educação e comunicação às novas gerações sobre as medidas de prevenção constituem uma valiosa ferramenta indispensável dentro da estratégia para o combate ao VIH/Sida no seio de todas as franjas da sociedade”, referiu.
Pinto Mulato defendeu também a necessidade de os técnicos irem ao encontro da população, principalmente daquela que vive nas zonas mais recônditas, com um nível de analfabetismo acentuado, por forma a sensibilizá-la sobre as formas de prevenção do vírus.
“Muitos jovens não acreditam na existência do VIH/Sida, não sei se é por ignarância, mas o vírus existe e já dizimou milhares de vidas pelo mundo inteiro”, alertou.

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