Províncias

Centenas de habitações estão construídas no Uíje

António Capitão | Uíge

As obras de construção das primeiras 1100 casas da centralidade do Quilomosso, na província do Uíge estão praticamente concluídas, faltando apenas a edificação e instalação de equipamento sociais.

Centralidade vai beneficiar de uma central térmica de boa capacidade para que os futuros moradores não fiquem privados de energia
Fotografia: António Capitão

O gestor  do projecto habitacional, Pedro Morais, disse ao Jornal de Angola que a edificação dos equipamentos  vai permitir que os futuros moradores tenham acesso aos principais serviços sociais básicos.
Pedro Morais anunciou ainda que actualmente os trabalhos incidem na construção de quatro centros infantis, jardins, recreio e lazer, seis escolas, um centro de saúde e um complexo desportivo.
O coordenador do projecto habitacional da centralidade do Quilomosso disse que a construção do sistema de captação e abastecimento de água, sistema de tratamento de á­guas residuais e o fornecimento de energia eléctrica aguardam pela aprovação do Ministério da Energia e Águas.
Em relação aos trabalhos dos acessos à centralidade e pavimentação de todas as ruas estão em fase de conclusão. Pedro Morais referiu ainda que estão a ser realizados ensaios na rede de distribuição de água e a malha de distribuição de e­nergia eléctrica de média e baixa tensão, nas primeiras 1.010 casas erguidas nesta primeira fase. Quanto à construção da rede de colectores para as águas residuais e a pavimentação  dos arruamentos estão em final de execução. As infra-estruturas sociais na centralidade do Quilomosso estão a ser feitas na base do número de moradias projectadas e na estimativa de que venham a ser habitadas por pelo menos sete pessoas cada.O projecto da rede de água submetido ao Executivo prevê que a captação no rio Loge, nas proximidades da aldeia Quilevo.  A fonte para o fornecimento de energia eléctrica à centralidade do Quilomosso vai depender da rede pública proveniente da barragem idroeléctrica de Capanda.
“Projecta-se a construção de uma linha de transporte de energia que vai sair da Subestação da ENE até a subestação a ser construída na nova urbanização. Mas a centralidade vai beneficiar, também, de uma central térmica de boa capacidade para que os futuros moradores não fiquem privados de energia”, disse.
Os trabalhos da segunda fase do projecto da centralidade do Quilomosso, que começaram em Novembro passado compre­endem a construção de 2.­500 novos apartamentos, incluindo lojas e outras infra-estruturas sociais.
O coordenador do projecto disse que dos trabalhos já realizado destacam-se a desmatação numa área de 38 hectares, além de terem sido já feitos os arruamentos e loteamentos.
Pedro Morais recordou igualmente que estão em curso as acções de criação das plataformas de trabalho onde vão ser erguidos edifícios de três, dois e um piso, com apartamentos com três quartos. Pedro Morais anunciou que os 2.500 novos apartamentos são construídos numa área de 3.800 metros quadrados com todas as infra-estruturas de apoio.

Tempo

Multimédia