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Centenas de jovens no Uíge criam pequenas empresas

Valter Gomes | Uíge

Centenas de jovens que nos últimos cinco anos concluíram formação profissional no centro e pavilhões de artes e ofícios no Uíge, apostam na criação de pequenas em-presas e garantem, desta for-ma, o auto-emprego, disse o chefe dos serviços provinciais do Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional (INEFOP).

A serralharia é uma das especialidades que absorveu centenas de jovens nos cursos ministrados pelo INEFOP
Fotografia: Edições Novembro

Joaquim Pecamena disse à reportagem do Jornal de Angola que, desde 2013, fo-ram formados 3.189 jovens nas especialidades de gestão de pequenos negócios, corte e costura, informática, electricidade, canalização, serralharia, decoração, culinária e construção civil.
“Do número total de jovens formados nos últimos cinco anos, nesta província, 1.244 conseguiram emprego nos sectores públicos e privados, enquanto outras centenas criaram pequenas empresas e garantem o auto-empre-go”, disse o responsável do INEFOP no Uíge. Além do centro de formação profissional 1º de Maio, que funciona na sede provincial, o INEFOP controla quatro pavilhões de artes e ofícios nos municípios do Uíge, Negage e Songo, onde os jovens recebem formação gratuita, em várias especialidades. 
“Também temos três unidades móveis, que facilitam a formação dos jovens residentes nos municípios mais longínquos da sede provincial”, acrescentou. 
A província conta com um centro de emprego, além do Centro Local do Empreendedorismo e Serviços de Emprego (CLESE). 
Joaquim Pecamena avançou que no presente ano estão matriculados 945 alunos, em sete unidades de formação, que frequentam cursos de montagem de antenas parabólicas, electricida-de, mecânica, corte e costura, reparação de geradores, canalização, construção civil e carpintaria.
No Centro Local de Em-preendedorismo e Serviço de Emprego (CLESE) estão matriculados 158 jovens, que depois da formação terão acesso a um micro-crédito, fruto do protocolo existente entre o Banco Sol e o Ministério da Administração Pú-blica Trabalho e Segurança Social (MAPTSS).
O chefe dos Serviços Provinciais do INEFOP no Uíge lamentou o facto de algumas entidades empregadoras não permitirem que os formandos frequentem estágios nas instituições que dirigem. “Isso é lamentável, porque a formação profissional só é completa quando a prática casa com a teoria”, frisou. 

Programa “Avanço”
No Centro Local de Empre-endedorismo e Serviço de Emprego (CLESE) do Uíge de-corre a segunda fase do Programa “Avanço”. São no total 158 jovens provenientes dos municípios do Uíge e do Songo, que durante três meses frequentam cursos de montagem de antenas parabólicas, reparação de geradores, cabeleireiros e de mesa e bar.
Joaquim Pecamena explicou que o Programa “Avanço” compreende os cursos de curta duração que não fazem parte dos planos de formação elaborados para as unidades tuteladas pelo INEFOP. “Os jovens que terminarem a formação dentro do referido programa vão beneficiar do micro- crédito SOL AMIGO”, disse.

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