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Centenas de vagas disponíveis na Kimpa Vita

Joaquim Júnior | Uíge

A universidade Kimpa Vita, afecta à VII Região Académica, tem disponíveis, este ano, 1.300 vagas, distribuídas pelos nove cursos leccionados em distintas unidades orgânicas, sendo Uíge com 820 e Cuanza Norte com 480 lugares, que os interessados vão disputar mediante exames de aptidão, informou segunda-feira a vice-reitora para Área Académica e Vida Estudantil da instituição.

Decorrem as inscrições para os candidatos aos cursos ministrados em diversos estabelecimentos de ensino superior na província do Uíge
Fotografia: Eunice Suzana|Uige

Rosa Fernandes, falando ao Jornal de Angola, avançou que à Escola Superior Politécnica do Uíge (ESPU), por albergar mais áreas de saber, foi-lhe atribuída 400 vagas, distribuídas da seguinte forma: Contabilidade e Gestão (125), Engenharia Informática (125), Agronomia (100) e Enfermagem (50).
“As perspectivas que temos para este ano são boas, porque temos um calendário académico que dá tempo a todos candidatos realizarem as suas inscrições e dá-nos a facilidade de entrarmos num plano de exames de acesso sem constrangimentos. Tudo está devidamente delineado no calendário, logo na primeira semana do ano estivemos a tratar dos projectos académicos e outros preparativos, que permitiram dar início às inscrições na semana seguinte, com todas as condições criadas”, disse.
Os candidatos aos cursos da Universidade Kimpa Vita devem possuir a 12ª classe do Ensino Secundário concluído ou equivalente e ter o mínimo domínio das disciplinas nucleares, segundo a especificidade de cada curso. “O candidato que não for inscrito e que não passar no exame de aptidão não terá nenhuma possibilidade de entrar nas nossas instalações”, referiu a vice-reitora.
Rosa Fernandes avançou que o cronograma da instituição estabelece a realização de exames de acesso de 30 de Janeiro a 3 de Fevereiro. O primeiro momento está reservado para os alunos que vão fazer testes de admissão aos cursos de Enfermagem no Uíge e Análises Clínicas no Cuanza Norte, ao passo que no segundo dia terão lugar as provas de Engenharia Informática no Uíge e Informática de Gestão no Cuanza Norte, seguindo-se os exames nas áreas de Contabilidade e Gestão, Administração Pública, Agronomia, Economia e Direito, em distintas unidades orgânicas.

Curso de Medicina

O curso de Medicina, anunciado em 2015 e por muitos esperado, não arranca neste ano lectivo, segundo a vice-reitora para área académica, que garante que continuam a decorrer trâmites administrativos, dada as especificidades do curso, que exige muitas condições técnicas e humanas, para o seu bom funcionamento.
“O curso de Medicina, projecto do pacote de técnicos cubanos, requeria alguns acordos e não houve consensos para a vinda dos especialistas ao Uíge. É um ramo que exige muitascondições e quadros suficientes para suportarem do princípio ao fim a formação. O primeiro e o segundo ano de Medicina é de formação geral, mas os anos seguintes são de especializações e necessariamente devem existir docentes capazes para cada especialidade, o que no nosso mercado ainda não existe”, disse a vice-reitora Rosa Fernandes.

Bolsas de estudo

A responsável vaticinou o arranque do curso logo que os quadros formados em Enfermagem e Medicina em outros pontos do país forem atingindo os graus de Mestrado e Doutoramento, de forma especializada, sobretudo aqueles que já conseguiram bolsas de estudo para oestrangeiro e que devem regressar em breve.
“É um trabalho que vamos fazendo, primeiro vamos consolidar os cursos que já existem em todos os aspectos, capacitar os professores e monitores com mais agregações pedagógicas e assim poderemos perspectivar o arranque de novos cursos. Estamos crentes que com osformandos que estamos lançando e que vão se especializando em diferentes áreas, daqui há mais alguns anos estaremos em condições, tanto em recursos humanos como técnicas, para poder se arrancar com o curso de Medicina e outros que forem necessários”, conclui Rosa Fernandes.

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