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Centro logístico e de distribuição nasce no Uíge

António Capitão| Uíge

A primeira pedra para a construção do Centro de Logística e Distribuição (CLOD) que vai servir para recolher, classificar e embalar os produtos agro-pecuários que o PAPAGRO adquirir aos camponeses da província do Uíge, foi lançada pelo governador Paulo Pombolo.

Programa vai fazer com que a produção agrícola aumente ainda mais nas comunidades rurais sobretudo naquelas de difícil acesso
Fotografia: Mavitidi Mulaza

O centro está a ser erguido sete quilómetros a sul da cidade do Uíge, na estrada que liga ao Quitexe e vai ocupar uma extensão de cerca de 35 hectares. Tem câmaras de refrigeração, congelamento, e secagem, armazéns e cais de expedição.
O espaço do Centro de Logística e Distribuição vai dispor de  restaurante, creche, enfermaria, agência bancária, parques de estacionamento e zonas verdes.
Alberto Carlos, responsável da Ibéria Construções, empresa a quem foi adjudicada a construção do CLOD no Uíge, garantiu o início das obras para Janeiro do próximo ano e fica concluído em Setembro.
Neste momento, decorrem trabalhos de limpeza e compactação do terreno. O centro vai contar também com áreas de processamento de carnes e peixes, maquinaria de classificação e calibração de hortícolas, frutas e legumes.

Primeiro mercado


O governador Paulo Pombolo destacou, no acto de inauguração do primeiro mercado agro-pecuário, a iniciativa do Executivo na criação de uma política nacional que visa facilitar a vida dos camponeses na comercialização dos produtos cultivados em todas as localidades da província, aumentar a produção agrícola na região, rentabilizar o trabalho dos agricultores e permitir que estes melhorem as suas condições de vida. O programa, disse, vai fazer com que a produção agrícola aumenta ainda mais nas comunidades rurais, sobretudo naquelas de difícil acesso.
Incentivou os agricultores da região a apostarem numa agricultura em grande escala, gerando competitividade no sector para contribuir na redução da importação de bens alimentares.
“Os camponeses  da província produzem muito, mas não tinham onde vender os seus produtos, daí o Executivo ter apostado na criação deste mercado que vai ajudar a resolver definitivamente o problema do escoamento e da venda da produção dos agricultores”, referiu o responsável.

Aumento da produção


Paulo Pombolo disse que os Ministérios do Comércio, da Agricultura e das Finanças estipularam preços justos de compra e venda para cada produto, no sentido de satisfazer o equilíbrio negocial, entre os camponeses vendedores, o PAPAGRO e as grandes superfícies comerciais. Exortou aos camponeses locais a aumentarem a produção agrícola e apostarem em métodos de cultivo mais modernizados para que a produção local tenha uma qualidade aceitável pelos clientes e se mantenha sólida na competitividade a que o mercado vai estar exposto.
Para além da construção do centro, Paulo Pombolo disse que também foram seleccionados oito agentes rurais que têm como missão adquirir os produtos dos agricultores que não tenham capacidade de se deslocar.
“Cada produto vendido no PAPAGRO é armazenado nos centros logísticos onde são colocados os selos para a identificação da origem, daí a necessidade de apostarmos na qualidade para que a produção local tenha maior aceitação”, disse.
O director da Escola Nacional do Comércio, Boas Pedro, disse que a criação dos “Agromercas” se enquadra na estratégia nacional de comércio rural e empreendedorismo, que visa facilitar o escoamento dos produtos dos camponeses, melhorar o rendimento das famílias que têm no campo a sua principal fonte de sustento e formar uma sociedade mais equilibrada em termos económicos.
O mercado agro-pecuário de Mbanza Luanda, a 25 quilómetros da cidade do Uíge, além das naves para a exposição dos produtos a serem vendidos ao PAPAGRO tem também uma agência do Banco de Poupança e Crédito (BPC), que se responsabiliza pelo pagamento das mercadorias vendidas pelos camponeses locais.

Estratégia nacional

“A além dos produtos agrícolas, o PAPAGRO compra também animais e aves. As mercadorias são pesadas e os preços estão estabelecidos numa lista elaborada pelos Ministérios do Comércio, da Agricultura e das Finanças”, disse o director provincial do Comércio.
Quanto aos preços estipulados, de acordo com Boas Pedro, foram obtidos na perspectiva de satisfazer o comprador (PAPAGRO) e os vendedores (Agricultores).
Boas Pedro anunciou a construção de mais dois “Agromercas” no  Negage e Songo e disse que o projecto do Ministério do Comércio visa abranger os municípios. A agricultora Julieta Domingos, a primeira camponesa a vender os seus produtos no “Agromerca”.

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