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Chefes comunitários do Uíge pedem uma agência bancária

Valter Gomes |Kangola

O presidente da Associação das Autoridades Tradicionais de Kangola, Uíge, disse, na terça-feira, ao Jornal de Angola, que a falta de uma agência bancária no município cria dificuldades aos camponeses na obtenção de créditos bancários.

Sobas e regedores do município pediram que sejam construídos mais escolas e hospitais
Fotografia: Eduardo Neto | Cangola

O presidente da Associação das Autoridades Tradicionais de Kangola, Uíge, disse, na terça-feira, ao Jornal de Angola, que a falta de uma agência bancária no município cria dificuldades aos camponeses na obtenção de créditos bancários.
“Além disso, muitas pessoas têm sido agredidas por meliantes, na cidade do Uíge, quando levantam os salários”, queixou-se também.
 José Kuluanguela lamenta, igualmente, a falta de um centro de captação de água potável e de uma central hidroeléctrica, importantes, lembrou, para o funcionamento das instituições e estabelecimentos comerciais.”
A luz eléctrica, frisou, além de garantir a iluminação pública, permite que sejam feitas ligações domiciliárias. As autoridades tradicionais de Kangola estão apostados em ajudar o governo a realizar as suas acções para desenvolvimento da região, disse, acrescentando que é por essa razão que se realizam acções de sensibilização nas comunidades sobre a importância da paz, do espírito de patriotismo e da conservação dos valores culturais.
As autoridades tradicionais, num encontro, na vila, com o governador provincial, pediram que sejam asfaltadas as vias principais do município, feita a terraplanagem dos troços Caiongo/Caca Lwidi, Cangola/Kinguzo, Cawesa/Comesa e reabilitadas as pontes sobre os rios Lucala, Lulovo, Dange e Lucapa para garantir a circulação de pessoas e bens.
Os sobas e regedores do município pediram, ainda, que sejam construídos mais escolas, um hospital e um centro de formação profissional.
O administrador municipal afirmou que, dentro das políticas para o desenvolvimento rural e de combate à fome, o governo provincial está a criar condições para que a banca se instale, o mais rápido possível, no município.
 Luís dos Santos reconheceu que a falta de uma agência bancária tem criado dificuldades no funcionamento normal de muitas instituições e de sectores de apoio à administração municipal.

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