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Chuva destrói habitações

António Capitão | Uíge

A directora provincial da Assistência e Reinserção Social avançou, ao Jornal de Angola, que uma pessoa morreu por descarga eléctrica, no município do Puri, duas outras ficaram soterradas pelas paredes caídas de uma residência, no Negage, e mais de 230 moradias foram destruídas em consequência das chuvas, acompanhadas de ventos fortes, granizo e trovoada, que caíram insistentemente sobre a região.

Várias casas ruíram devido à chuva deixando ao relento centenas de famílias
Fotografia: Filipe Botelho | Uíge

A directora provincial da Assistência e Reinserção Social avançou, ao Jornal de Angola, que uma pessoa morreu por descarga eléctrica, no município do Puri, duas outras ficaram soterradas pelas paredes caídas de uma residência, no Negage, e mais de 230 moradias foram destruídas em consequência das chuvas, acompanhadas de ventos fortes, granizo e trovoada, que caíram insistentemente sobre a região.
Adelina Pinto, directora provincial da Assistência e Reinserção Social (MINARS), disse que as referidas casas foram destruídas entre Fevereiro e Abril deste ano. Pelo menos 1.156 pessoas ficaram sem os seus haveres, e foram obrigadas a refugiar-se em casa dos parentes, vizinhos e amigos.“São casas construídas em zonas de risco e sem as mínimas condições de segurança ou padrões arquitectónicos, que garantam a estabilidade das paredes e telhados”, afirmou Adelina Pinto.
A responsável provincial do MINARS assegurou que estão a ser envidados todos os esforços para apoiar os sinistrados com alimentos, roupa usada, utensílios de cozinha e chapas de zinco, para poderem erguer novas residências.
Adelina Pinto referiu que, de acordo com o levantamento feito pela sua instituição, são necessárias 3.700 chapas de zinco, para serem distribuídas aos sinistrados dos municípios do Uíge, Negage, Bungo, Damba, Puri, Milunga, Songo, Bembe e Buengas.
A directora local do MINARS lembrou que, em 2011, as chuvas destruíram 3.290 casas, 52 escolas, 25 igrejas, quatro postos médicos, 15 residências sociais e 13 pontes. As chuvas provocaram ainda o surgimento de ravinas em diversas localidades da província.
No ano passado, mais de 17 mil pessoas ficaram sem os seus haveres, seis pessoas morreram e 24 outras ficaram feridas.

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