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Chuvas no Uíge fazem estragos

António Capitão| Uíge

Pelo menos 1.872 pessoas ficaram sem abrigo, na província do Uíge, em consequência das fortes chuvas que têm caído sobre a região, desde Outubro.

Além da destruição de casas e outras infra-estruturas de impacto social as chuvas estão a provocar a inundação de campos agrícolas
Fotografia: Filipe Botelho| Uíge

Pelo menos 1.872 pessoas ficaram sem abrigo, na província do Uíge, em consequência das fortes chuvas que têm caído sobre a região, desde Outubro.
O porta-voz dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, Eduardo André, disse sexta-feira que as chuvas provocaram a destruição de 197 residências, seis escolas e duas igrejas em várias localidades municipais da província do Uíge.
Eduardo André informou que, nos municípios de Milunga e Sanza Pombo, foi registada  a morte de dois jovens, que ficaram carbonizados no interior das respectivas residências, por descargas eléctricas.
O porta-voz avançou que os municípios do Uíge, Puri, Sanza Pombo, Milunga, Bungo, Bembe e Quitexe foram os mais afectados pelas chuvas a nível da província.
A construção de casas em locais impróprios, como terrenos inclinados, em cima de lençóis de água e em zonas próximas das valas de drenagem está na base dos sinistros. “É necessário que as pessoas antes de erguerem as suas casas efectuem primeiro um estudo dos terrenos onde pretendem construir, para saberem se os solos resistem aos fenómenos erosivos ou não”, aconselhou o porta-voz.
Eduardo André referiu também que se deve avaliar a qualidade do material a ser utilizado na construção de residências em campos inclinados, junto dos rios e valas de drenagem, por estar a cair muita chuva na região. Eduardo André esclareceu que a maior parte dos sinistrados dos municípios do Uíge, Quitexe e Negage já beneficiou de apoios do governo, que entregou chapas de zinco, bens alimentares, materiais para cozinha, roupa usada e cobertores.

Material de construção

“Com o material de construção entregue, as pessoas afectadas podem construir outras moradias ou reerguer aquelas cujas condições permitirem, visto que muitas das vítimas foram obrigadas a refugiar-se em casa de parentes, vizinhos e amigos”, disse.
Eduardo André defendeu a necessidade do reforço das acções preventivas e mobilizadoras junto das populações, tendo em conta que se perspectivam níveis de sinistralidade superiores aos dos períodos anteriores, de acordo com as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (INAMET), que apontam para a ocorrência de chuvas fortes e torrenciais em todo o território nacional.
Em função disso, está previsto o reforço de meios logísticos, pela Comissão Nacional de Protecção Civil, com vista a permitir que o apoio do Executivo seja abrangente a todos aqueles que perderem habitações e bens de uso doméstico, em consequência das chuvas.

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