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Cólera no Uíge está controlada

António Capitão| Uíge

O número de pessoas com cólera no centro de tratamento da doença, instalado no Hospital Geral do Uíge, diminuiu de forma considerável. Estatísticas apresentadas pelo chefe em exercício do departamento de saúde pública, Alberto da Cunha Maielano, referem que, até quinta-feira passada apenas oito pessoas recebiam tratamento médico naquela unidade.

O surgimento de casos de cólera na província é devido à sua situação climática uma vez que a região regista chuva nove meses no ano
Fotografia: JA

O número de pessoas com cólera no centro de tratamento da doença, instalado no Hospital Geral do Uíge, diminuiu de forma considerável. Estatísticas apresentadas pelo chefe em exercício do departamento de saúde pública, Alberto da Cunha Maielano, referem que, até quinta-feira passada apenas oito pessoas recebiam tratamento médico naquela unidade.
Alberto da Cunha Maielano destacou a intensificação das campanhas de sensibilização, a participação dos voluntários da Polícia Nacional, Forças Armadas Angolanas (FAA), igrejas, associações juvenis e o cumprimento das medidas de prevenção, por parte da população, como factores decisivos na redução de casos e o não alastramento da doença para outros municípios.
Alberto Maielano disse que desde Novembro do ano passado, 452 pessoas contraíram a doença. Deste número, 226 foram diagnosticadas, durante este mês. Na primeira quinzena de Janeiro, havia um maior número de doentes contaminados e internados no centro de tratamento da cólera, devido, em parte, às fortes chuvas registadas, o que contribuiu para o aumento dos níveis de contaminação das águas dos rios e das cacimbas.
As autoridades intensificaram as campanhas de sensibilização nas comunidades, para darem a conhecer à população as medidas de prevenção da doença. Também foi distribuído cloro para a desinfecção da água utilizada pela população.
O bairro Cacole, na cidade do Uíge, é o que mais casos leva ao centro de tratamento, com 54 doentes registados só neste mês de Janeiro. A Pedreira, Caquiuia, Papelão, Candombe, Mbemba Ngango, Dunga, Piscina e Popular também constam da lista. Alberto da Cunha Maielano aconselhou a população a continuar a respeitar as medidas de prevenção anunciadas pelos voluntários, como o consumo de água tratada, lavagem dos frutos e legumes antes de serem consumidos, permanente higiene corporal, manter sempre as casas limpas e evitar que as crianças brinquem nos charcos de água, rios ou lagoas.

Comités comunitários

Alberto da Cunha Maielano anunciou a criação de comités comunitários de saúde nas aldeias e regedorias do município do Uíge, para procederem ao registo de cacimbas e rios donde as populações consomem água para beber e para uso doméstico.
O objectivo deste projecto é facilitar aos técnicos sanitários a análise da qualidade da água consumida pelas populações residentes nas localidades e levar a cabo acções de desinfecção da água com cloro.
Os comités comunitários de saúde têm ainda a missão de promover o saneamento básico nas comunidades, principalmente a obrigatoriedade da construção de uma latrina por família, visto que esta é também uma das formas de contaminação das águas dos rios e cacimbas. O responsável sanitário garantiu a existência de fármacos e material gastável suficientes no centro de tratamento da cólera do Hospital Geral do Uíge e de técnicos saúde, entre enfermeiros e médicos, que garantem uma melhor assistência médica e medicamentosa aos doentes internados.
Alberto Maielano acrescentou que a facilidade do surgimento de casos de cólera na província, que registou três mortes, até agora, se deve à sua situação climatérica, uma vez que a região regista chuva nove meses no ano.

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