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Combate à violência mais dinâmica

Moniz Muquebele| Uíge

O combate à violência doméstica vai ganhar nova dinâmica a nível da província do Uíge, devido aos conselheiros jurídicos familiares terem participado, desde terça até ontem, de uma acção de refrescamento e avaliação.

Vice-governadora para a área política e social Maria Fernandes da Silva defendeu a necessidade de se prevenir e punir os actos de violência contra os indefesos
Fotografia: Mavitidi Mulaza

Promovido pelo governo provincial, em parceria com o Ministério da Família e Promoção da Mulher (Minfamu), o seminário, com o tema “A harmonização no tratamento e protecção de aconselhamento às vítimas”, foi dirigido a conselheiros jurídicos afectos ao comando local da Polícia Nacional no Uíge, Procuradoria-geral, INAC, e às direcções provinciais da Saúde, Justiça e do Minfamu.
O seminário, que visou o reforço e a melhoria dos mecanismos de combate à violência doméstica, contou com a participação de entidades eclesiásticas de distintas denominações religiosas e das autoridades tradicionais.
A vice-governadora para a área política e social do Uíge, Maria Fernandes da Silva, defendeu a necessidade de se prevenir e punir os actos de violência contra os indefesos.
“A violência familiar é um flagelo social que contribui para a instabilidade familiar, daí a divulgação e o cumprimento da lei contra a violência doméstica constituir um dos objectivos sociais do Minfamu.
Este flagelo, segundo a governante, é considerado um grande problema em muitas sociedades, onde as famílias, sobretudo as mulheres, crianças, idosos e adolescentes são apontados como sujeitos vulneráveis à agressão. Maria Fernandes da Silva sublinhou que a luta contra a violência doméstica constitui um factor indispensável ao bem-estar social das famílias e à construção de uma sociedade livre, onde todos possam viver em harmonia fundada no respeito pelos direitos da pessoa e na dignidade humana.
A governante considerou a família como o primeiro factor social que se orienta por objectivos próprios e onde existem compromissos entre os seus membros, por meio do estabelecimento de intensas relações de intimidade, reciprocidade, dependência, afecto e poder.
“Quem tem uma família estruturada e funcional tem uma fonte de suprimento emocional, espiritual e físico que faz toda a diferença. É aqui que se mede o verdadeiro sucesso de um homem, sendo por isso importante que se faça uma avaliação frequente às nossas famílias para vermos se realmente estão cumprindo com o propósito para a qual foram criadas”, disse. Maria da Silva apelou os pais no sentido de exercerem o seu verdadeiro papel na família, por serem os principais responsáveis na criação de um ambiente exemplar de interacção entre os membros que as constituem.
“A família não é um ambiente qualquer, é sagrado e é dentro dela que os pais devem saber orientar, priorizar, conhecer os amigos, saber ouvir, criar momentos para conversar, tirar dúvidas, parar, observar e reflectir, bem como premiar os filhos quando merecerem”, acrescentou.
A responsável avançou que as crianças devem ser socializadas com bons hábitos e costumes, despertando nelas os valores, atitudes e comportamentos aceites pela sociedade”.

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