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Combate no Uíge à doença do sono

António Capitão| Uíge

A campanha de rastreio e tratamento da doença do sono foi aberta na província do Uíge, com o envolvimento de dezenas de médicos, enfermeiros e técnicos de análises clínicas do Instituto de Combate e Controlo da Tripanossomíase, distribuídos pelos municípios.

Foram mobilizados técnicos devidamente qualificados e suporte logístico para que a campanha de rastreio e tratamento tenha êxitos
Fotografia: António Capitão

Durante dez dias, os especialistas da saúde vão recolher nos municípios do Negage, Songo, Ambuila, Maquela do Zombo, Mucaba, Bembe, Sanza Pombo, Damba, Dange-Quitexe e Uíge informações sobre a existência da mosca tsé-tsé, vector da doença sono.
Durante a campanha são colocadas 20 mil armadilhas para a capturar a mosca tsé-tsé, para além da desinfestação através da fumigação e assistência às populações infectadas pela doença.
O director-geral do Instituto de Combate e Controlo da Tripanossomíase e coordenador do projecto, Josenando Teófilo, explicou que a campanha prevê a prospecção de 50 mil pessoas, já que cada grupo criado pode atender diariamente até 500 pessoas.
“As equipas médicas vão trabalhar no rastreio e tratamento da doença durante dez dias e no próximo ano prevemos diagnosticar perto de 80 por cento da população da província do Uíge”, referiu o médico.
Josenando Teófilo garantiu que para esta campanha está disponível equipamento de última geração, nomeadamente nove clínicas móveis. “Temos um grande suporte logístico e técnicos devidamente qualificados para cumprirmos a nossa meta, que é atingirmos zero casos de tripanossomíase na província do Uíge”, salientou. A doença do sono já está a diminuir em todo o país, como resultado da estratégia do Executivo sobre a luta contra a Sida e as grandes endemias, que inclui a tripanossomíase. “O objectivo do programa é erradicar a doença do país até 2025”, sublinhou o director-geral. A directora provincial da Saúde, Luísa Cambuta, revelou que nos últimos três anos as acções desenvolvidas pelo Centro de Controlo e Combate à Tripanossomíase no Uíge permitiu reduzir em 60 por cento o índice de pessoas infectadas pela doença. “Esta cifra ainda não satisfaz, pois o objectivo é atingir a taxa zero. A doença do sono deve deixar de fazer parte do quadro epidemiológico da província do Uíge”, referiu a responsável da saúde, apelando à população para tomar as medidas preventivas.

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