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Comuna do Nsosso precisa de hospitais

Nicodemos Paulo | Nsosso

A comuna do Nsosso, no município da Damba, província do Uíge, carece de infra-estruturas sociais, como estabelecimentos escolares e unidades sanitárias, de acordo com o administrador adjunto.

São também necessários médicos e enfermeiros para diminuir o índice de mortalidade
Fotografia: Jornal de Angola

A comuna do Nsosso, no município da Damba, província do Uíge, carece de infra-estruturas sociais, como estabelecimentos escolares e unidades sanitárias, de acordo com o administrador adjunto.
Baptista Vasco, falando terça-feira ao Jornal de Angola, acrescentou que a comuna do Nsosso precisa igualmente de professores e enfermeiros, para melhorar a prestação dos serviços públicos da Educação e Saúde.
O responsável disse que o reduzido número de postos de saúde, escolas e técnicos para os referidos sectores está a criar sérios embaraços aos cidadãos residentes na localidade.  “Temos uma população estimada em 21.212 habitantes. Porém, apenas seis enfermeiros e 60 professores trabalham nesta comuna”, disse o administrador.
Para inverter o quadro, Baptista Vasco anunciou que está para breve a construção de três postos de saúde nas regedorias do Kinjingo, Kazuangongo e Tema. Estas localidades vão ainda beneficiar da construção de escolas e outras infra-estruturas sociais.
“Já começámos a ampliar o centro de saúde, localizado na sede comunal do Nsosso, onde também estamos a instalar postes de iluminação pública”, disse Baptista Vasco.
De acordo com o administrador comunal adjunto, a estação de captação, tratamento e distribuição de água, construída recentemente na localidade, contribuiu para a melhoria da qualidade de vida da população. O administrador afirmou que vai ser instalado em breve um gerador eléctrico com capacidade suficiente para garantir a iluminação domiciliária e pública.
Uma Estação de Desenvolvimento Agrário, para orientar as actividades do sector, vai ser também instalada na localidade.
O administrador comunal adjunto lamentou a falta de interesse dos filhos e naturais do Nsosso, que não apostam na recuperação das suas casas e lojas, permanecendo ainda visíveis os sinais da guerra.
O responsável disse que é obrigação do Estado arranjar estradas, pontes, escolas e hospitais, enquanto a recuperação das residências e lojas são da responsabilidade do sector privado.
O administrador comunal afirmou que a reabilitação das estradas terciárias vai ajudar a acelerar o desenvolvimento da localidade, tendo em conta que a comuna está localizada numa zona de confluência com os municípios do Sanza Pombo, Buengas e Maquela do Zombo.

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