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Condenada exclusão social das pessoas com albinismo

Valter Gomes | Uíge

O conselheiro da Associação de Apoio aos Albinos de Angola (AAAA) condenou ontem, no Uíge, a discriminação e exclusão social contra pessoas albinas. como se estes não possuíssem capacidades físicas, intelectuais para desenvolverem determinadas actividades.

Guilherme Santos que dissertava sobre “O albinismo”, no II Workshop Sobre a Igualdade Social de Pessoas Albinas e Não Albinas, defendeu a necessidade de se salvaguardar a dignidade da pessoa com albinismo, sustentabilizar as acções e projectos em benefício dos mesmos, centrar-se nas causas dos problemas e responder satisfatoriamente às situações que afectam a vida dos albinos.
Guilherme Santos acrescentou ser importante  ajudar na integração da pessoa albina no mercado profissional, de acordo com as suas capacidades físicas, intelectuais e emocionais. O  albinismo não afecta a capacidade do individuo,   podendo ele ter uma vida totalmente normal, quer no campo pessoal quer seja profissional, disse Guilherme Santos.
“A vida normal e saudável de um albino depende de certos cuidados com a pele e é importante proporciona-los o acesso a recursos ópticos que o ajudam na sua deficiência visual”, explicou Guilherme Santos. O conselheiro da Associação de Apoio aos Albinos de Angola disse que a organização trabalha para encontrar soluções mais eficientes de protecção e defesa dos albinos na sociedade, visto que, referiu, em Angola muitos deles nascem sem pigmentação na pele e nos olhos, o que dificulta a visão, por causa do sol, que também lhes provoca queimaduras ou cancro na pele, causando, assim, a morte prematura dos albinos.
Guilherme Santos apontou alguns mitos, tabus ou preconceitos que provocam a descriminação e exclusão de albinos, o que sugere a implementação de políticas públicas capazes de influenciar positivamente no desenvolvimento intelectual e emocional equilibrado destas pessoas.
“Queremos que este quadro seja invertido. Os albinos enfrentam muitos problemas de integração na sociedade, porque são alvos de preconceitos e maltrates. Há situações de exclusão, descriminação e mortes precoce de albinos”, denunciou.
O presidente da Associação Provincial de Albinos no Uíge, David Paulo Bunga, louvou a iniciativa da Associação Nacional na procura de soluções para a inclusão social dos albinos.
 “O processo de inscrições continua. Aguardamos que os progenitores de pessoas albinas apareçam nas instalações da associação para inscreverem os seus filhos, para que estes estejam protegidos  e usufruir dos seus direitos”, alertou.

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