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Construção de escolas obedece a critérios universais

Joaquim Júnior| Uíge

O director provincial da Educação no Uíge assegurou ontem que a construção de escolas na província obedece a critérios universais, desde a concepção dos projectos, aprovação e execução, em função das necessidades de cada área.

Nos dois últimos anos houve na província maior investimento na Educação no quadro do Programa de Combate à Pobreza
Fotografia: Domingos Cadência

Manuel Zangala disse ao Jornal de Angola que as obras feitas na região são acompanhadas por equipas de fiscalização e avaliadas de forma rigorosa e responsável pela Direcção Provincial da Educação e lembrou que na província existem 6.033 salas de aulas, construídas de raiz e equipadas com carteiras e quadros modernos.
“As escolas construídas na província foram arquitectadas como áreas administrativas e muitas delas possuem quadras desportivas”, disse, acrescentando que o processo de edificação de infra-estruturas escolares na província compreende diferentes períodos.
“Temos infra-estruturas que herdámos do colonialismo, com mais de 20 anos de existência, e outras construídas no âmbito do extinto Gabinete Técnico de Gestão dos Projectos de Investimentos Públicos (GTG - PIP).
Nos últimos anos, as escolas são erguidas no âmbito dos Programas de Investimentos Públicos e de Combate à Pobreza, e todas apresentam condições aceitáveis”, esclareceu.
Manuel Zangala disse que nos dois últimos anos houve na província maior investimento no sector da Educação, registando um crescimento na ordem de 5,4 por cento do número de escolas que funcionam na província. Para o próximo ano lectivo, espera-se um aumento de 6.958 salas para acolher milhares de alunos dos três níveis de ensino geral. O director provincial da Educação disse que a conservação e manutenção das infra-estruturas é da responsabilidade do Ministério da Educação, o qual criou uma rubrica específica para o efeito.
Acrescentou que este ano foi feito um levantamento de todas as escolas com necessidades de intervenção parcial e total, para serem reabilitadas durante o período em que os alunos permanecerem de férias.
Neste momento está a ser feito nas escolas primárias e do I ciclo localizadas nos bairros Caquengue, Vai-te Embora, Nguengue, Candombe Novo, José Eduardo dos Santos e na escola nº 68, trabalhos de pintura, colocação de gradeamentos, reposição de carteiras, quadros e outros materiais danificados ao longo do ano lectivo. Manuel Zangala lamentou o comportamento de muitos cidadãos que vandalizam os estabelecimentos escolares no período de férias, protagonizando acções como destruição de portas e janelas, riscos nas paredes e roubo de carteiras.

Milhares de alunos

Neste ano lectivo prestes a terminar foram matriculados 457.948 alunos no ensino primário e no I e II níveis, contra os 399.904 matriculados em 2013, registando-se um crescimento na base dos 12,7 por cento.
O sector da Educação funciona com 14.545 professores, mas a perspectiva para o próximo ano é de elevar o número de quadros para 15.791, contando com os 522 docentes admitidos através do concurso público realizado recentemente na província.
Em relação à gestão de quadros, o director da Educação recorreu aos regulamentos que regem a função pública para esclarecer as razões de algumas sanções aplicadas aos professores incumpridores.
Alguns professores são avaliados e são-lhes aplicadas faltas em função das comunicações das direcções das escolas e com base nas normas que regulam o exercício são feitos os respectivos descontos.
Os trabalhadores têm o direito de reivindicar quando sentem que os seus direitos são atropelados, mas infelizmente chegou-se à conclusão que muitos não exercem a sua tarefa de ensinar.
“O sector está a conhecer mudanças. O SINPROF não pode defender um professor que não trabalha mas que ganha dinheiro do Estado, quando se sabe que isto constitui um crime”, lamentou, afirmando nunca ter recebido da parte dos professores reclamações em relação aos descontos que sofrem, porque os implicados têm sabido reconhecer os seus erros.
A instituição vai continuar a agir de forma dura para que os professores melhorem a sua postura laboral, sobretudo aqueles que fogem das suas áreas de trabalho, prejudicando os alunos.

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