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Criação de mais postos de trabalho no Uíge

Joaquim Júnior | Uíge

O chefe dos serviços provinciais do Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional no Uíge defendeu, na semana finda,  a necessidade dos jovens formados profissionalmente criarem unidades de emprego, para absolverem aqueles que não têm qualquer ocupação.

Os cursos ministrados nos centros de formação profissional e nos pavilhões de artes e ofícios têm sido muito solicitados pela juventude
Fotografia: Filipe Botelho | Uíge

Alexandre Betuel Nicolau disse que os centros e pavilhões de artes e ofícios do Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional lançam todos os anos, para o mercado de trabalho, centenas de jovens devidamente capacitados. Referiu que os jovens formados profissionalmente devem criar micro empresas para exercerem as suas actividades. “Pedreiros, canalizadores ou electricistas são formados para se interligarem e criarem postos de trabalho”, sublinhou.
O chefe dos serviços provinciais do Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional referiu que a instituição que dirige não tem poupado esforços na solicitação de oportunidades de emprego para os jovens formados nos diversos centros e pavilhões de artes e ofícios. Durante este ano, 842 alunos, dos quais apenas 79 do sexo feminino, inscreveram-se nos cursos de canalização, corte e costura, electricidade, informática, serralharia, alvenaria, mecânica, carpintaria, culinária e decoração.
Os alunos estão distribuídos em cinco centros e igual número de unidades móveis de formação profissional do Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional, localizados nos municípios do Uíge, Negage, Milunga, Puri, Ambuíla, Maquela do Zombo e Quimbele.
 “Trabalhamos no sentido de dar formação profissional a cada jovem e esperar que cada um crie oportunidades de emprego”, disse.
Nos centros de formação existem várias opções que permitem o melhor enquadramento dos jovens na sociedade. Este ano, no Centro 1º de Maio, localizado no bairro Caquiuia, arredores da cidade do Uíge, não arrancou o curso de corte e costura, por falta de formadores.
O chefe dos serviços do Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional na província do Uíge disse que a antiga formadora do curso foi reformada, facto que obrigou à paralisação das máquinas.
Alexandre Betuel Nicolau assegurou que tudo está a ser feito para que o centro volte a administrar o curso.
Neste momento, a direcção da instituição trabalha na selecção e recrutamento de um novo formador. O chefe do serviços provinciais do Instituto Nacional do Emprego e Formação Profissional lamentou o facto do curso de carpintaria estar também paralisado, por falta de candidatos interessados na profissão.
Apesar desta situação, salientou que os jovens têm aparecido em massa nos centros, demonstrando interesse em aprenderem uma profissão.

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