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Criadas equipas para ajudar vacinadores

Nicodemos Paulo| Uíge

As autoridades governamentais do Uíge criaram na sexta-feira várias equipas de vacinadores, que vão passar a trabalhar no auxílio aos técnicos de saúde nas campanhas de mobilização e vacinação.

Campanhas de vacinação para prevenir inúmeras doenças no Uíge vão ganhar nova dinâmica com a inclusão de novos agentes sociais
Fotografia: Filipe Botelho

Os novos mobilizadores e vacinadores, que participaram recentemente numa formação, receberam o material informativo suplementar para auxiliar o trabalho dos técnicos de saúde nas referidas campanhas, numa cerimónia presidida pela vice-governadora, Maria Fernandes da Silva.
Para testar o trabalho dos mesmos, os auxiliares vão participar na campanha de vacinação contra o cancro do colo do útero, lançada na sexta-feira pela vice-governadora. A vacina vai ser administrada em todos os municípios da província do Uíge, abrangendo mulheres jovens e adolescentes.
Durante a campanha de vacinação, vão ser divulgadas informações sobre o cancro do colo do útero e incluir as mulheres em programas de rastreio e de identificação dos casos, para depois as submeter a um tratamento intensivo.
A vice-governadora realçou que a realização deste projecto mostra bem a preocupação do Governo com a saúde reprodutiva feminina e apelou à adesão massiva das mulheres, com vista à obtenção de bons resultados.
Maria da Silva pediu às mulheres em idade fértil para, a partir de agora, assumirem um comportamento responsável, evitando todos os factores de risco, como o uso exagerado do tabaco, álcool e relações sexuais sem preservativo. Antes do lançamento da campanha, foi realizado um seminário, durante o qual um dos oradores foi o director da Maternidade Lucrécia Paím, de Luanda, Abreu Pecamena Tondesso, que aconselhou as mulheres a realizarem exames ginecológicos pelo menos uma vez por ano.
O médico alertou que “todas a mulheres podem ter cancro do colo do útero” e por isso aconselhou-as a terem muita atenção à hemorragia vaginal, que pode ocorrer durante as menstruações longas e abundantes, após a menopausa, dores pélvicas no baixo-ventre ou corrimento vaginal fétido.
“São sinais perigosos, que devem preocupar qualquer mulher, daí a necessidade de se dirigirem regularmente a um centro oncológico para serem observadas por uma equipa multidisciplinar de especialistas”, disse o director de uma das maiores maternidades do país. No seminário sobre “Cancro do colo do útero”, participaram chefes das repartições municipais da Saúde, enfermeiros e representantes das organizações femininas da província.Nele foram transmitidos conhecimentos relacionados com “Os tipos de cancro” e as “Manifestações, diagnóstico, rastreio e tratamento da doença”.

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