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Criado Comité de Prevenção para a mortalidade infantil

Nicodemos Paulo | Uíge

A promoção e preservação de ambientes favoráveis à saúde e à informação, mobilizar, educar e apoiar as famílias e a sociedade são tarefas do Comité de Prevenção da Mortalidade Materna e Perinatal, criado na província do Uíge.

O Executivo tem procurado melhorar os serviços de assistência médica e medicamentosa
Fotografia: Eunice Suzana | Uíge

A promoção e preservação de ambientes favoráveis à saúde e à informação, mobilizar, educar e apoiar as famílias e a sociedade são tarefas do Comité de Prevenção da Mortalidade Materna e Perinatal, criado na província do Uíge.
O comité é um órgão que tem como missão a recolha e análise de dados em todas as unidades sanitárias da província, para que a Direcção Provincial de Saúde possa elaborar políticas tendentes à redução da mortalidade materna e infantil no Uíge. O director-geral do Hospital Central do Uíge, Mansitambi João Luz, afirmou que o trabalho realizado com vista à redução das taxas de mortalidade infantil tem surtido os efeitos desejados.
“O Executivo, em relação à saúde, tem procurado melhorar os serviços de assistência médica e medicamentosa às populações dando solução aos problemas existentes no sector, para que os cidadãos beneficiem convenientemente desses serviços”, disse.
Mansitambi Luz referiu que nem todas as mortes são evitáveis, por isso, uma das funções do órgão criado é de avaliar as circunstâncias da ocorrência dessas mortes e propor medidas para a melhoria dos serviços de assistência médica e medicamentosa.
A vice-governadora para o sector político e social, Maria Fernandes da Silva, que presidiu à cerimónia de constituição do comité, disse que a mortalidade infantil ainda é um problema de saúde pública.
“Estudos mostram que a taxa de mortalidade perinatal em Angola constitui ainda um problema de saúde pública, por isso é necessário inverter o quadro através de acções de prevenção e investigação das causas da mortalidade materna”, disse.
Maria Fernanda da Silva disse ainda que a redução da morte materna perinatal constitui um desafio do Executivo e de toda a sociedade civil na promoção de políticas e acções com vista à melhoria da qualidade de vida e ampliação da cultura sanitária da população, na perspectiva da garantia de que o direito à vida seja salvaguardado.
Coordenado pela vice-governadora para o sector político e social, o comité tem como membros as Direcções Provinciais da Saúde, Educação, Assistência e Reinserção Social, Família e Promoção da Mulher e Agricultura.

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