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Crianças deixam de estudar ao ar livre

António Capitão | Uíge

Mais de 4.500 alunos que frequentavam aulas em condições precárias nos bairros Cacole e Bem-Vindo, arredores da cidade do Uíge, vão, a partir de agora, aprender a ler e escrever em novos estabelecimentos de ensino, inaugurados na terça-feira pelo governador da província. 

Fotografia: Jornal de Angola

As novas escolas, uma com 24 salas (Cacole) e outra com oito (bairro Bem-Vindo), vieram pôr fim ao martírio destas crianças, que estudavam debaixo de árvores, salas improvisadas, escombros e igrejas.
Os empreendimentos custaram mais  aos cofres do  Estado de 128 milhões de kwanzas. O governador do Uíge, Paulo Pombolo, reconheceu, contudo, que o número de salas de aulas erguidas ainda não é suficiente para dar resposta ao processo de Reforma Educativa.
Por essa razão, garantiu, o Governo Provincial e a Administração Municipal vão continuar a construir mais escolas nos bairros periféricos da cidade, para enquadrar o maior número de crianças e elevar o nível de aproveitamento escolar em cada ano lectivo.
“Existem ainda muitas crianças que estudam em condições péssimas nestes bairros e outras que percorrem longas distâncias até às do II ciclo”, assinalou Paulo Pombolo, acrescentando que vão ser estudadas as formas de utilização das salas do complexo escolar do bairro Cacole. Domingos Sapito, aluno da 6ª classe na escola primária Dr. António Agostinho Neto, a única do bairro Cacole, disse ao Jornal de Angola que se sente aliviado com a construção de mais uma escola, porque no passado uma sala concentrava cerca de 70 alunos.
“Agora estamos melhor. Além de salas com condições, também o nível do aproveitamento vai ser melhor. A escola tem carteiras e as salas passaram a ter o número exacto de alunos.
Portanto, “louvamos os esforços do Governo Provincial do Uíge por nos ter criado boas condições de ensino. Agora temos tudo para nos apliavarmos ao máximo e obtermos bom aproveitamento”, salientou.

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