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Cursos de mestrado no Uíge

Valter Gomes e António Capitão | Uíge

O Instituto Superior de Ciências da Educação do Uíge (ISCED) começa a ministrar no próximo ano cursos de mestrado em Ciências da Educação, anunciou o seu director-geral.

Siro Francisco Caetano disse que estão criadas as condições para o arranque dos cursos
Fotografia: Eunice Suzana | Uíge

Siro Caetano disse que foram contratados professores da Universidade do Porto (Portugal) e cubanos e que por isso foi pedido ao Governo Provincial que construa oito casas para os acolher.
A maior prioridade do ISCED no Uíge, afirmou, é a formação de recursos humanos qualificados para servirem a própria instituição e o país em geral, mas são necessários mais mestres, doutores e licenciados sobretudo de Língua Portuguesa e Filosofia.
“Queremos também no próximo ano começar cursos de licenciatura do ensino primário, pré-escolar e de educação especial e contamos com a chegada de 20 professores cubanos especializados”, disse.
O Instituto Superior de Ciência da Educação da província do Uíge tem 5.638 alunos. No último ano lectivo 250 estudantes concluíram licenciaturas.

Mais salas de aulas


O governador do Uíge, atendendo ao número de crianças ainda fora do sistema de ensino, aconselhou as Administrações Municipais a construírem mais salas de aulas.
Paulo Pombolo, que falava na abertura do Fórum Provincial da Educação, que terminou ontem, referiu a importância de redefinir as prioridades do sector “para se desenvolverem esforços para a aceleração da educação de acordo com as necessidades” do Uíge.
O sector da Educação na província, recordou, tem conhecido melhorias no seu funcionamento, com o aumento do número de salas de aulas e de professores.
O Fórum Provincial da Educação é um evento multissectorial que envolve os sectores da Educação, Saúde, Assistência e Reinserção Social, Família e Promoção da Mulher, Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.
O director provincial da Educação, Manuel Zangala, disse que o encontro se destinou “a reforçar a mobilização dos diferentes actores sociais no prosseguimento dos objectivos do sector até 2015”.
O governador alertou para a existência de erros estatísticos graves nos documentos e relatórios fornecidos pelo sector da Educação, sobretudo quanto ao número de alunos e de professores.
Paulo Pombolo disse que também há erros sobre a quantidade de escolas e salas de aulas, bem como das necessidades das localidades.

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