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Data de criação da vila está em estudo

Valter Gomes | Maquela

Os participantes ao II colóquio sobre o passado histórico e surgimento de Maquela do Zombo recomendaram aos investigadores, historiadores, antropólogos, arqueólogos, psicólogos e autoridades tradicionais no sentido de investigarem melhor a data da fundação da vila e da sua elevação à categoria de município.

No colóquio foram debatidos vários temas relacionados com as origens da vila
Fotografia: Mavitidi Mulaza | Uíge

No comunicado produzido no final do colóquio, na vila de Maquela do Zombo, os participantes encorajaram os historiadores a continuarem a investigar e desenvolver a história da região, apoiando-se em fontes orais, escritas, arqueológicas, arquivos e outras devidamente acordadas e que podem sustentar a realidade, para se encontrar a verdadeira data comemorativa do município de Maquela do Zombo.
Durante o colóquio promovido pela Administração Municipal, no âmbito da II edição das festas do município, que decorreram de 1 a 3 deste mês, os participantes sustentaram que a vila de Maquela do Zombo foi elevada à categoria de município a 1 de Agosto de 1911, enquanto numa outra versão, que consta nos arquivos da época colonial, é apontado o dia 13 de Junho de 1911 como a data da fundação da vila.
Os participantes discutiram, entre outros temas, “A exploração arqueológica na antiga província de Mbata, uma via para explicação das origens do povo zombo a partir da bacia hidrográfica do Rio Nzadi Nkisi”, “História evolutiva de Maquela do Zombo”, e “As origens do Zombo segundo as fontes da tradição oral, migração, expansão e fixação das populações na actual área do Zombo”.  “A memória arqueológica, uma pesquisa para a descrição da ocupação colonial e evolução organizacional de Maquela do Zombo até 1920 e a implicação psicossocial das migrações”, e a “Fixação das populações do Zombo e da ocupação colonial na análise exógena que contribuíram para o declino dos zombo”, também foram temas debatidos no decorrer do evento.

Divisão administrativa

A vila de Maquela do Zombo subdivide-se em quatro comunas - Quibocolo, Béu, Sacandica e Cuilo Futa - 12 bairros, 38 regedorias e 327 aldeias e é actualmente habitada por mais de 80 mil pessoas, na sua maioria jovens da etnia Congo, economicamente activos e dedicados à agricultura de subsistência, comércio, empreendedorismo e artesanato.
A vila de Maquela do Zombo conta com uma rede escolar constituída por seis escolas primárias, três das quais do I e II ciclos do ensino secundário. O seu clima é tropical e subtropical húmido, com duas estações (seca e chuvosa) e possui relevo variado com áreas montanhosas e planas.
A localidade possui uma subestação eléctrica com capacidade para 30 megawatts de energia proveniente da barragem da Capanda, na província do Cuanza Norte. Maquela do Zombo era um posto militar com o nome de Mbongi, criado a 13 de Janeiro de 1896, na margem do Rio Luidi, publicado pela portaria nº 832. Em 1917 foi sede do distrito do Congo e, mais tarde, com a dissolução do distrito e a criação do enclave de Cabinda passou a ser a sede do concelho de Zombo.
Participaram no colóquio sobre o passado e surgimento da região naturais e amigos de Maquela do Zombo, membros da sociedade civil, autoridades tradicionais, religiosas, académicos, psicólogos, arqueólogos, historiadores, investigadores e docentes universitários.

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