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Defendida a denúncia da violência no lar

Joaquim Júnior |Uíge

Mulheres da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Angola (IEADA) manifestaram o desejo de colaborar com a direcção da Família e Promoção da Mulher e com os órgãos da administração da Justiça na denúncia de casos de violação dos direitos da mulher e das crianças.

Mulheres religiosas vão colaborar mais com as autoridades provinciais para combater casos
Fotografia: Eunice Suzana | Uíge

Mulheres da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Angola (IEADA) manifestaram o desejo de colaborar com a direcção da Família e Promoção da Mulher e com os órgãos da administração da Justiça na denúncia de casos de violação dos direitos da mulher e das crianças, para a promoção de uma sociedade harmoniosa e pacífica.
A directora provincial das mulheres da IEADA, Vitorina António, defendeu mais denúncias dos protagonistas de acções que ofendam a dignidade feminina.
Referiu que a igreja, como parceira social do governo, tem desenvolvido várias actividades, como palestras e acções de aconselhamento, com vista a combater a violência doméstica que tem provocado consequências negativas nas sociedade “A igreja, como moralizadora social, deve desempenhar o seu papel.
Desde a educação cívica e moral dos agregados familiares, ao aconselhamento familiar com base aos princípios cristãos, como forma de levar à consciência de todos que a violência doméstica representa pecado perante Deus e é punível pelas leis que regem a sociedade angolana”, disse Vitorina António.
   A directora provincial interina da Família e Promoção da Mulher, que presidiu ao debate, falou das violações que consciente ou inconscientemente são praticadas no dia-a-dia nas famílias. Destacou a violência no género, contra menores, patrimonial, económica, verbal e física, a fuga à paternidade, situações motivadas pela falta de diálogo nas famílias.
Belmira Carlos Adolfo, depois de ouvir as mulheres da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Angola, referiu que os desentendimentos entre cônjuges, a falta de carinho aos filhos, a situação económica, partilha de bens, má relação entre vizinhos e a fuga à paternidade são os principais factores para o aumento do número de casos de violência doméstica. Defendeu a responsabilização criminal de seus autores.
“Os responsáveis das igrejas sedeadas na província devem continuar a promover acções de educação cívica e moral aos seus fiéis, no sentido de chamar a atenção da sociedade sobre as consequências que resultam das condutas violentas dos cidadãos. É necessária a colaboração de todos na denúncia dos protagonistas de violência contra a mulher”, pediu Belmira Carlos Adolfo.

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