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Defendida a preservação do ambiente

Moniz Muquebele | Uíge

Professores e alunos da escola do primeiro ciclo nº 295, do bairro Candombe-Velho, no município do Uíge, participaram, na semana finda, numa palestra sobre a protecção e preservação do ambiente, promovida pela direcção provincial do Instituto Nacional da Criança (INAC), em parceria com a direcção provincial do Urbanismo e Ambiente.

A palestra bastante concorrida foi promovida pela direcção do Instituto Nacional da Criança
Fotografia: Mavitidi Mulaza|Uíge

O chefe de secção para a área de Preservação Ambiental da direcção provincial do Urbanismo e Ambiente, José Francisco, que foi o prelector, disse que a defesa do ambiente e a preservação da saúde estão intimamente associadas e constituem o desafio central da sociedade humana. “A saúde ambiental é a parte da saúde pública que trata dos efeitos que o ambiente exerce sobre o bem-estar físico e mental do homem, como parte integral de uma comunidade”, disse.
Referiu que um dos mais sérios problemas ambientais que contraria a defesa do ambiente são os resíduos sólidos, que duram muito tempo para a sua decomposição. Explicou que, por exemplo, o papel pode resistir de três a seis meses debaixo da terra, o pano fica de seis a um ano, o plástico 100 anos, o filtro do cigarro permanece cinco anos debaixo da terra, o metal 100 anos, a borracha tem um tempo indeterminado de resistência, enquanto o vidro e a pilha podem ficar até um milhão de anos enterrados no subsolo.
José Francisco afirmou que todos os cidadãos devem ser agentes imprescindíveis na promoção, defesa e melhoria do ambiente. Mas para tal, referiu, devem antes respeitar a natureza, usando com moderação e eficácia os recursos disponíveis, como a água, energia e outros, para que sejam evitados danos desnecessários ao ambiente. “Todos devem agir como verdadeiros dinamizadores da proteção das espécies da biodiversidade, participando de forma activa nas acções de plantação de árvores e protecção das águas marítimas e fluviais, promover a redução do lixo produzido e facilitar a sua recolha, para evitar a sua acumulação e o surgimento de várias doenças”, apelou.
O director da escola do I ciclo nº 295, Manuel Camoxi, disse que a instituição que dirige definiu normas e regras que defendem o meio ambiente, orienta os alunos a lavarem sempre as mãos com água e sabão antes e depois de comerem, não derrubarem as árvores, não abaterem os animais desnecessariamente e outros aspectos que põem em causa o meio ambiente.
A professora Ernestina Tiago defendeu que a preservação do meio ambiente deve ser da responsabilidade de todos. “Os professores e alunos devem, de forma conjunta e harmoniosa, saber preservar e proteger o meio ambiente na escola, cidades e comunidades rurais. Os taxistas que conduzem muitas vezes com o som alto devem, também, evitar esse mau comportamento que infecta o ambiente”, referiu.
Temas como “A proteção, preservação e promoção de políticas que regulamentam a utilização dos espaços costeiros e ribeirinhos nas actividades piscatórias, industriais e de lazer” e “Conciêncialização e educação da população na adopção de práticas e comportamentos ambientalmente saudáveis”, foram abordados durantea palestra.

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