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Desabamento de edifício provoca ferimentos

António Capitão | Uíge

Dois indivíduos do sexo masculino ficaram feridos, terça-feira, na cidade do Uíge, na sequência do desabamento de um edifício de um piso, localizado na rua Comandante Bula, que tinha dois apartamentos no andar de cima e três lojas no rés-do-chão.

Edifício foi abandonado antes de desabar
Fotografia: Filipe Botelho | uíge

A administradora municipal adjunta do Uíge, Sónia Arlete, disse ontem ao Jornal de Angola que os sinais de desabamento do imóvel, construído na década de 60, foram notificados segunda-feira, quando parte da parede caiu, tendo os moradores participado a ocorrência às autoridades.
Sónia Arlete avançou que os moradores dos dois apartamentos e os comerciantes ocupantes das lojas foram orientados a abandonar o edifício, devido aos níveis de inclinação que o mesmo apresentava. “Apenas um dos ocupantes das moradias e um dos comerciantes acatou a orientação da Administração Municipal e dos Serviços Provinciais de Protecção Civil e Bombeiros”, disse.
A administradora adjunta do município do Uíge sublinhou que a força das águas da chuva torrencial que caiu na tarde de terça-feira pode ter influenciado para que o sinistro acontecesse 24 horas depois do alerta e evacuação do edifício.
“Fomos informados sobre a ocorrência e rapidamente tomámos medidas preventivas que consistiram na evacuação dos moradores, enquanto os comerciantes foram orientados a removerem as mercadorias dos estabelecimentos comerciais, mas, infelizmente, teimaram em não retirar os seus pertences”, explicou.
No momento em que chovia, acrescentou a administradora, dois jovens decidiram permanecer no interior de um dos apartamentos e ficaram feridos em consequência do desabamento do edifício.
O estado de saúde dos jovens não é preocupante, apesar de um deles ter fracturado o braço.  A responsável destacou a prontidão dos efectivos dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros pela forma rápida e eficiente como resgataram as vítimas dos destroços, transportando-as para o Hospital Geral do Uíge.
Os cidadãos desalojados vão receber lotes de terra na reserva fundiária das “Três Casas”, para poderem construir novas moradias. Quanto aos comerciantes, Sónia Arlete advertiu que a Administração Municipal não se vai responsabilizar pelos danos causados, uma vez que estes se recusaram a remover os seus negócios das lojas.
Wilson Kitoko, morador de um dos anexos do edifício, conta que as primeiras fissuras começaram a aparecer há mais de cinco meses, mas os ocupantes dos apartamentos ignoraram o perigo durante este tempo todo. “Só nos últimos 15 dias é que reconheceram que as suas vidas estavam em risco.”
Na segunda-feira, por volta das 12 horas, caiu um dos cantos superiores de um dos apartamentos e foi assim que alguns moradores decidiram abandonar o edifício.
Na cidade do Uíge existem vários edifícios com mais de 50 anos, que podem ruir nos próximos tempos, com realce para o maior prédio da cidade, o Imbondeiro, com mais de 40 apartamentos, o Quiatomo, Progresso, Café Lima, Congo Agrícola, Rimaga, Vanguarda e o AC, sendo que este último apresenta sinais mais visíveis de degradação. Há alguns anos, uma parte do edifício localizado na rua do Comércio desabou.

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