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Descartada entrada do vírus do ébola no Uíge

Joaquim Júnior| Uíge

A directora provincial da Saúde e subcoordenadora da comissão provincial da vigilância epidemiológica contra o ébola, no Uíge, descartou sexta-feira a possibilidade de entrada do vírus na província, dado o empenho e prontidão das autoridades na prevenção da epidemia.

Governador Paulo Pombolo orientou o reforço da vigilância epidemiológica para a prevenção da doença na província do Uíge
Fotografia: Eunice Suzana | Uíge


Luísa Cambuta, que falava no termo de uma reunião com o governador provincial, Paulo Pombolo, avançou que a vigilância epidemiológica a nível da Uíge está a ser garantida a partir dos pontos fronteiriços, tidos como críticos, até aos lugares mais remotos do interior.
Para tal, acrescentou que se está a realizar campanhas de sensibilização, distribuição de materiais de biossegurança às unidades sanitárias e a passar uma comunicação permanente entre as equipas de vigilância epidemiológica, unidades sanitárias e a população em geral.
Quanto ao processo de recepção dos antigos refugiados angolanos na República Democrática do Congo, um dos países com muitos casos da doença, Luísa Cambuta garantiu que não foram registadas situações suspeitas entre aquele grupo.
O Governo Provincial do Uíge criou já uma comissão de saúde, que se responsabiliza pelo processo de triagem de todos os regressados para saber do seu estado de sanidade. Luísa Cambuta falou sobre a possibilidade de criação, nos próximos dias, de um posto de quarentena na fronteira de Quimbata, no município de Maquela do Zombo, para cuidar de eventuais casos de pessoas contaminadas.
“A nossa equipa de vigilância epidemiológica também está em permanente contacto com os colegas de vigilância epidemiológica da República Democrática do Congo, para melhor acompanharem a evolução da doença naquele país”, disse para adiantar que está a ser redobrada a vigilância nos pontos fronteiriços.
Na reunião, o governador Paulo Pombolo orientou o reforço da vigilância epidemiológica, aumentando os materiais de biossegurança em todos os municípios da província e a mobilização social, que deve incluir as autoridades tradicionais, curandeiros e outras franjas da sociedade, para a prevenção da doença.
Em resposta, a directora da Saúde avançou que foram já realizadas várias palestras, com os profissionais do sector em igrejas, que reservam nos cultos uns minutos para passar mensagens sobre o ébola.
Actividades de prevenção foram realizadas nos mercados e nas escolas, uma vez que o objectivo é fazer com que toda a população saiba as formas de prevenção do ébola, de identificação da doença e as medidas que devem tomar com possíveis doentes.
A directora da Saúde do Uíge apelou aos curandeiros no sentido de observarem as medidas de biossegurança na realização das suas actividades diárias e a absterem-se de tratar pacientes que surjam nos seus postos de trabalho apresentando um quadro suspeito de ébola.
Luísa Cambuta disse que “os curandeiros não podem tratar pessoas com determinados sintomas ou patologias sem qualquer protecção", alertando que, nesta fase, é preciso que todos estejam prontos a respeitar as regras de biossegurança.

Campanha de vacinação

A Direcção Provincial de Saúde no Uíge abre, no próximo dia 22 de Setembro, a campanha de vacinação contra o sarampo, poliomielite e de administração da vitamina A, destinada as crianças dos zero aos nove anos de idade. Luísa Cambuta disse que as condições para o êxito da campanha estão criadas em todas as unidades sanitárias em funcionamento na província do Uíge.
Várias equipas móveis estão distribuídas em diferentes pontos da província do Uíge, segundo Luísa Cambuta.

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