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Docentes exortados a trabalhar com profissionalismo

Valter Gomes | Uíge

Professores e demais funcionários do sector da Educação, na província do Uíge, foram aconselhados a primar por uma conduta cada vez mais profissional, no exercício das suas funções, colocando a perícia pedagógica em primeiro lugar.

Província necessita de pelo menos três mil novos professores para assegurar a formação de milhares de alunos nos municípios e comunas
Fotografia: Mavitidi Mulaza

O director provincial da Educação, Manuel Zangala, que defendeu tal posição durante a cerimónia de encerramento do ano lectivo 2016, considerou fundamental a existência de professores bem formados no sistema de ensino e aprendizagem, por constituir um factor indispensável para o desenvolvimento do sector.
Manuel Zangala disse que a direcção da Educação vai continuar a punir, de forma enérgica, e de acordo com as medidas disciplinares estabelecidas por lei, todos os professores que apresentam comportamentos indecorosos, assediando sexualmente as alunas.
“Vamos trabalhar para um ensino de qualidade nas escolas, gerido por professores competentes, profissionais, disciplinados e responsáveis, capazes de apresentar experiências positivas no processo do ensino e aprendizagem”, sustentou.
Ao fazer um balanço das acções realizadas no presente ano lectivo pelo sector da Educação, que considerou positivo, Manuel Zangala sublinhou que, apesar do trabalho realizado com êxito, os 13.318 professores que funcionam na província estão muito aquém das necessidades, esperado o aumento de mais docentes.  A província necessita de mais de três mil novos professores para assegurar a formação de milhares de alunos matriculados nos municípios, comunas, regedorias e aldeias. 
Anunciou para os próximos dias a admissão de centenas de professores, muitos dos quais apurados em 2014 e outros que vão concorrer por uma vaga, através do concurso público, aberto em Novembro deste ano na província. A nível da província, referiu o responsável da Educação, o Governo vai continuar a combater o analfabetismo em todas as localidades, um mal cujas repercussões políticas e económicas podem traduzir-se na exclusão de vários cidadãos no exercício dos seus direitos. O sector da Educação no Uíge está apostado na construção e reabilitação de salas de aula em toda a extensão territorial da província, para reduzir o número de crianças fora do sistema de ensino. Para este processo, o director da educação disse ser importante a comparticipação dos pais e encarregados de educação, para assegurar que haja quadros competentes, para intervir no sector produtivo e diminuir a dependência do exterior.
Numa mensagem lida pelos alunos finalistas das escolas do ensino médio, estes agradeceram os esforços e a atenção que o governo provincial tem vindo a prestar no sector da Educação, sobretudo na construção e reabilitação de novas salas de aula.
“Comecemos  a partir de hoje uma nova etapa da vida, pois muitos de nós iremos ingressar, no próximo ano, no ensino superior,  facto que exigirá maior responsabilidade e dedicação de cada um”, disseram.
No Uíge, durante a cerimónia de encerramento do ano lectivo 2016, que contou com a presença de membros do governo provincial, professores, responsáveis das escolas, alunos, autoridades tradicionais, entidades eclesiásticas e demais convidados, foram entregues certificados de habilitações literárias aos alunos mais destacados de várias escolas. No ano lectivo que terminou, o número de crianças e jovens matriculados no ensino primário e do I e II ciclos do ensino secundário atingiu os 497. 391, distribuídos em 1.241 escolas.

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