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Docentes locais e gestores melhoram conhecimentos

Valter Gomes | Uíge

Professores e responsáveis das escolas do ensino geral da província do Uíge analisaram, na sexta-feira, o relatório de avaliação global da Reforma Educativa, produzido de 2004 a 2011 pelo Ministério da Educação.

O director nacional em exercício para a Acção Social e Escolar do Ministério da Educação, Pedro Agostinho, que orientou o encontro, disse ao Jornal de Angola que a apresentação do relatório decorre em todo o país e tem como objectivo buscar contribuições dos professores e directores de escolas, académicos, parceiros sociais e outros, que possam enriquecer o relatório final, que vai ser produzido nos próximos meses.
O responsável afirmou que a a­presentação do relatório global da Reforma Educativa é uma orientação do Ministério da Educação, que visa facilitar a busca de subsídios e opiniões para melhorar a qualidade do ensino no país.
O exercício, que moveu várias equipas nas províncias do país, termina no final deste mês, para que posteriormente seja produzido um documento que estabeleça as linhas mestras a serem seguidas, com vista ao êxito da Reforma E­ducativa no país. Pedro Agostinho disse que, além de melhorar o ­funcionamento da Reforma Educativa no país, estes encontros vão ajudar a estabelecer mecanismos essenciais para o alcance de uma formação com qualidade dirigida às crianças, assim como produzir brochuras para serem distribuídas às direcções provinciais da Educação sobre as regras mais adequadas à Reforma Educativa.
Para agilizar o processo, foram distribuídas, em todo o país, equipas que estão a trabalhar na apresentação do relatório e recolha de opiniões, que vão produzir alguns resultados para a Comissão de Acompanhamento e Avaliação da Reforma Educativa, criada pelo Ministério da Educação para os devidos efeitos.
Armando Jorge, um dos participantes no encontro, disse ser importante e indispensável a revitalização do ensino primário, como base fundamental da formação do novo homem.
Eduardo Artur, director de uma das escolas da periferia da cidade do Uíge, sugeriu que no acto do Concurso Público de Ingresso os candidatos a professores sejam a­purados de acordo com as necessidades existentes em cada uma das especialidades, para leccionarem apenas as disciplinas que dominam.
“No sistema de monodocência,  observamos professores a enfrentarem dificuldades por não dominarem todas as disciplinas”.

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