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Educação rodoviária integra currículo escolar

Joaquim Júnior | Uíge

As escolas primárias número 68, na Rua do Comércio, e David Binda, no bairro Mbemba Ngango, cidade do Uíge, passam a ter já este ano lectivo a disciplina de educação rodoviária nos planos curriculares.

Professores e técnicos da Viação e Trânsito participaram numa acção formativa sobre Código de Estrada e desenvolvimento de projectos educativos
Fotografia: Mavatidi Mulaza | uíge

As duas escolas foram seleccionadas para fazerem parte do projecto conjunto “Educar para o Trânsito é Preservar a Vida”, dos Ministérios do Interior e da Educação, cujo objectivo é reduzir a sinistralidade nas estradas.
O projecto foi apresentado na província do Uíge pela chefe do departamento do ensino privado do Ministério da Educação, Zita de Sousa, na presença dos 45 professores das duas escolas, que têm a missão de transmitir os conhecimentos e conteúdos pedagógicos sobre educação rodoviária a colegas.
Zita de Sousa disse o projecto, idealizado pela empresa MARCOV, foi aprovado pelo Ministério da Educação, que decidiu desenvolvê-lo numa parceria com a Direcção Nacional da Viação e Trânsito, como forma de instruir os alunos sobre procedimentos e comportamentos que evitam acidentes nas estradas.
A funcionária do Ministério da Educação afirmou que devido ao elevado número de acidentes de viação no país se tornou urgente introduzir conteúdos sobre prevenção rodoviária no sistema de ensino por a escola ser o local apropriado para mudanças de comportamento das crianças, que podem transmitir o que aprendem a irmãos, encarregados de educação e demais familiares.
A primeira fase do programa na província destina-se fundamental a preparar um número significativo de professores, que vão ser formadores de outros.
Zita de Sousa também disse que estão a ser seleccionadas as províncias que registam o maior número de acidentes de viação “para não ter de ser apenas a Polícia a trabalhar na sensibilização e educação da população, mas também as escolas por serem espaços onde se concentram mais crianças, o que facilita a transmissão da mensagem”.
O projecto, anunciou, já foi remetido ao Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento da Educação para os conteúdos serem incluídos nos manuais escolares “em conjunto com os temas transversais a serem colocados à disposição das crianças”.
O chefe do departamento de administração, finanças e recursos humanos da Direcção Provincial da Educação no Uíge referiu que a iniciativa vai contribuir para a prevenção rodoviária e fazer que professores, alunos e encarregados de educação, entre outras pessoas, dedique maior atenção à sinistralidade rodoviária, a segunda causa de mortalidade no país a seguir à malária.
Alexandre Canica lembrou que a maioria das vítimas de acidentes de viação é jovem e que o problema não é apenas da Polícia, mais também do sector da Educação.  “A formação ligada ao fenómeno e dirigida a professores, alunos e encarregados de educação vai ajudar na educação da sociedade e contribuir para a redução das mortes por acidentes de viação”, disse.
O director interino da Direcção Provincial da Viação e Transito na província do Uíge, Mateus Laurindo, também salientou a importância da iniciativa por permitir melhorar o comportamento de peões e automobilistas e reduzir o número de acidentes nas estradas.
Professores e técnicos da Viação e Trânsito participaram durante cinco dias, na cidade do Uíge, numa acção formativa sobre temas relacionados com ética de trânsito, código de estrada e desenvolvimento de projectos educativos.

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