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Elefantes devastam lavras na área de Dange Quitexe

José Bule | Uíge

Uma manada de elefantes está a invadir os campos agrícolas na regedoria do Catulo, a leste do município do Dange Quitexe, província do Uíge, devorando as plantações de mandioca, bananal e palmeira, informou na segunda-feira a administradora da circunscrição.

Há anos que os elefantes destroem um significativo número de lavras em diferentes localidades do município do Dange Quitexe no Uíge
Fotografia: Nicolau Vasco |

Maria Odete Pinto esclareceu que a situação vem desde 2006, com os elefantes a destruírem um significativo número de lavras em diferentes localidades da região, o que tem provocado penúria alimentar.
Para minimizar as dificuldades dos mais de 1.783 habitantes da localidade, uma delegação do Movimento Nacional Espontâneo (MNE) doou às populações do Catulo bens de primeira necessidade compostos por massa alimentar, refrigerantes, óleo alimentar, leite, sal, fuba de milho, açúcar, arroz e sabão.
O secretário provincial do MNE no Uíge, Manuel Figueiredo Mateus, disse que com a acção pretendeu-se acudir à população, face ao elevado grau de devastação dos campos agrícolas, criando uma situação de fome entre a população da regedoria.
O regedor de Catulo, Sebastião Almeida, agradeceu o gesto e solicitou um maior engajamento das autoridades da província no sentido de potenciar a agricultura, uma vez que a região possui terras férteis para a produção de alimentos diversos. “Na era colonial, por exemplo, havia na região mais de 24 fazendas que podem ser ainda revitalizados e servir de força motriz para a diversificação da economia a nível da província”, disse.
O regedor de Catulo explicou que a penúria alimentar levou com que muitas famílias  abandonassem as aldeias da regedoria, mas disse que apesar da situação é necessário o regresso de todos para que juntos “possamos  trabalhar na recuperação das fazendas e contribuirmos para o bem-estar da famílias”.
Além da agricultura, esclareceu que a regedoria do Catulo dispõe de locais turísticos de encher os olhos, como as quedas dos rios Dange e Loge, que podem facilitar a implementação de projectos de produção de energia e água, e contribuir para o crescimento.

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