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Embaixada japonesa ajuda mulheres viúvas

António Capitão | Uíje

Um projecto de formação de 200 mulheres viúvas de guerra da aldeia Kitoque, no município de Quitexe, em técnicas de produção agrícola e destinado a melhorar a produtividade e diversificação das culturas terminou recentemente.

Um projecto de formação de 200 mulheres viúvas de guerra da aldeia Kitoque, no município de Quitexe, em técnicas de produção agrícola e destinado a melhorar a produtividade e diversificação das culturas terminou recentemente.
Denominado “Reforço Agrícola”, o projecto foi desenvolvido ao longo de 18 meses e financiado pela Embaixada do Japão ­­­­­­­­em Angola.
Implementado pela Acção Angolana de Apoio às Viúvas (ANGOAVI), uma Organização Não-Governamental angolana, com este projecto, as camponesas da aldeia do Kitoque passaram a dispor de 100 hectares de terra já lavrados, instrumentos de trabalho, fertilizantes e sementes de ginguba, feijão, milho, mandioca. Além disso, receberem treino de manuseamento de técnicas simples de produção agrícola, diversificação e conservação de produtos e sementes.
O director executivo da ANGOAVI, Benjamim Faustino Matangui, explicou que o projecto ficou orçado em mais de 115 mil dólares. “Com a formação, as camponesas podem melhorar a sua produção e produtividade de forma sustentável”, disse. O chefe adjunto da missão diplomática do Japão em Angola, Ken Kondo, reafirmou a disponibilidade do Governo Japonês para continuar a financiar vários projectos destinados a melhorar as condições de vida dos angolanos, principalmente os ligados ao combate à fome e à pobreza.
“Angola e Japão têm histórias muito semelhantes, por isso, vamos continuar a apoiar vários projectos que possam contribuir para o desenvolvimento do país e do seu povo”, disse Ken Kondo,.
 Este projecto agrícola do Kitoque é considerado o mais importante entre os que o Governo japonês já financiou, porque se destinou a apoiar pessoas carentes e em condições de risco”, referiu.
A directora da Assistência e Reinserção Social, Adelina Alexandre, referiu que a iniciativa da ANGOAVI e a disponibilidade do corpo diplomático japonês em financiar o projecto, permitiu melhorar as condições de vida de duas centenas de viúvas e suas famílias.
“A redução da pobreza é uma das prioridades do Executivo angolano, cuja finalidade é a redução da miséria e da fome nas famílias”, disse Adelina Pinto, acrescentado que o governo provincial do Uíge tem desenvolvido várias acções prioritárias para os grupos mais vulneráveis.

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