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Encontro recomendou a inclusão das línguas nacionais no ensino

Walter Gomes | Uíge

A inclusão das línguas nacionais nos diferentes níveis do sistema de ensino é uma das principais recomendações saídas das II Jornadas Científicas de Reflexão sobre a África, encerradas na última sexta-feira, no Uíge.

A inclusão das línguas nacionais nos diferentes níveis do sistema de ensino é uma das principais recomendações saídas das II Jornadas Científicas de Reflexão sobre a África, encerradas na última sexta-feira, no Uíge.
Promovidas pelo Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), as jornadas recomendaram ainda o envolvimento em massa dos docentes, discentes e população em geral na descoberta, preservação e divulgação dos valores culturais, morais, éticos e cívicos. O encontro frisou ainda a necessidade de se estruturar o sistema educativo em África, e em particular em Angola, tendo em conta os vários factores culturais, a interdisciplinaridade, o modernismo e a globalização, para formar um novo cidadão africano. Os participantes recomendaram igualmente a criação de mecanismos para a criação de uma cultura ambiental como base da estratégia para a sustentabilidade socioeconómica do continente e a necessidade dos líderes africanos, professores e dirigentes fazerem respeitar os princípios democráticos para a construção de uma África mais sólida.
O director adjunto para os assuntos científicos do ISCED do Uíge, Manuel Zangala, realçou a importância do encontro para a descoberta de novos rumos para o desenvolvimento da educação no país. O responsável garantiu que encontros do género vão continuar a ser promovidos, pois os seus resultados servem como reforço aos conhecimentos absorvidos pelos futuros docentes.Durante três dias, os participantes abordaram temas como “A origem da humanidade e imperativos de uma educação de qualidade para a felicidade da espécie humana no continente africano” e a “A ciência e a técnica na escola angolana de hoje face ao peso da herança do Sistema do Ensino Colonial”.
“Alguns mitos sobre a ciência como obstáculo para o desenvolvimento sustentável de África”, “O contributo da Psicologia da Educação no melhoramento da política educativa” e “As consequências sobre os movimentos de resistência de libertação e da religião em África”, foram outros temas abordados.As jornadas abordaram ainda “O desenvolvimento endógeno como estratégia para a sustentabilidade socioeconómica da província do Uíge” e “A contribuição para o conhecimento dos ciclos biológicos de organismos que causam algumas doenças que assolam o continente”.
Durante as II Jornadas Científica de Reflexão sobre África foram realizadas conferências sobre “A dimensão da cultura como factor determinante na perspectiva do desenvolvimento sustentável de África”, “A cultura laboral na educação em Angola”, “O papel do Governo na formação dos cidadãos africanos para uma cultura ambientalista” e “A Batalha de Ambuíla e suas consequências sobre o Reino do Congo”.
O evento foi organizado pelo ISCED/Uíge, no âmbito das comemorações do seu 15º aniversário, e contou com a participação de responsáveis das universidades Agostinho Neto e Kimpa Vita, docentes universitários provenientes de diversas províncias e do exterior do país, estudantes, líderes religiosos e membros do governo provincial.

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