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Escola Fernando Zage abriu no Uíge

Joaquim Júnior | Uíge

Mais de 1.500 crianças do bairro Quijima, arredores da cidade do Uíge, têm agora excelentes condições para estudar, com a a­bertura da Escola Primária Fernando Zage, que sofreu obras de remodelação.

Alunos são chamados a cuidar das instalações e a denunciarem os actos de vandalismo
Fotografia: Eunice Suzana | Uíge

Construída em 2008, a escola ficou inutilizada durante quatro anos, em consequência da destruição provocada pelas fortes chuvas que se abateram sobre a região. Este ano foi reabilitada e apetrechada no âmbito do Programa de Investimentos Públicos (PIP).
A vice-governadora para o sector político e social, Maria Fernandes da Silva, que procedeu a reinauguração do empreendimento, pediu aos alunos, professores e à população do bairro Quijima para cuidarem bem as instalações, a fim de que esteja muitos anos ao serviço “das crianças que têm de aprender a ler e a escrever”.
Maria Fernandes da Silva disse que “as crianças que vão estudar nesta escola são chamadas a cuidar das instalações e denunciarem aqueles que as vandalizarem. Não permitam que sejam partidas as portas, janelas, riscadas as paredes e carteiras. As crianças devem estar preparadas para denunciar estas pessoas”. O governo da província, disse, vai continuar a trabalhar para que seja também construída no bairro Quijima uma escola que possa albergar alunos do primeiro ciclo, para reduzir o movimento de crianças que são obrigadas a percorrer longas distâncias para darem continuidade aos seus estudos secundários.
Manuel Augusto, em nome dos alunos da escola, manifestou a sua satisfação pelo ganho obtido.
“Muitos de nós que se encontravam fora do sistema normal de ensino vão agora poder voltar às aulas.
A escola é grande e tem capacidade para receber muitos alunos”, disse. O director da escola, Pedro Miguel Garcia, disse que o edifício reabilitado vai proporcionar melhores condições aos professores e alunos. O professor defendeu a necessidade de mais escolas no bairro Quijima, para acolher alunos do primeiro ciclo do ensino secundário e a instalação de um posto policial para garantir a segurança da escola e dos moradores.

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