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Estrada de acesso ao Songo fica recuperada em dois anos

Valter Gomes | Songo

Os trabalhos de terraplenagem e colocação do tapete asfáltico na Estrada Nacional 120 que liga os municípios do Uíge-Songo e Bembe, num percurso de cerca de 150 quilómetros, decorrem a bom ritmo, informou ontem no Uige o encarregado da obra.

Homens e máquinas trabalham na empreitada para a colocação do tapete asfáltico na estrada
Fotografia: Mavitidi Mulaza

José Gonçalves disse que ao longo da via, homens e máquinas trabalham na empreitada, movimentando camiões, betoneiras, cilindro, pás, enxadas, picaretas e outros equipamentos para melhorar a circulação de pessoas e bens.
A empreitada, que começou em Janeiro de 2014, já asfaltou 24 quilómetros de estrada dos 40 previstos para a primeira fase. A empreitada a cargo da construtora Minula, fica concluída em Setembro de 2017.
 “Até ao momento já asfaltamos 24 quilómetros do percurso Uíge-Songo e Bembe e temos a  certeza de que ainda neste mês os trabalhos vão  intensificar-se e chegamos ao município do Songo”, disse José Gonçalves, acrescentando que a empresa pretende concluir a obras dentro dos prazos estabelecidos com o Governo Provincial.
José Gonçalves explicou que após a conclusão das obras no município do Songo, as atenções se viram para a região do Bembe, onde vão ser  feitos trabalho no troço que liga as províncias do Uíge e  do Zaire. Garantiu que a colocação do asfalto para todo o percurso fica concluído em  2017.
O presidente daA das Autoridades Tradicionais do Songo, Pedro Manuel Gomes, reconheceu os esforços do Governo Provincial que visam a melhoria das condições de vida das populações, sobretudo em relação a ligação rodoviária dos municípios, comunas e aldeias. “No passado circulávamos com grandes dificuldades em função dos buracos que a via apresentava. O custo da passagem do Songo ao Uíge era muito caro.
Fazíamos mais de três horas de estrada. As viaturas não suportavam enormes buracos e muitas quebravam os amortecedores e outras peças. Felizmente, hoje percorremos a mesma distância em menos de 30 minutos”.
Manuel Domingos, 24 anos, estudante de Economia na Universidade Kimpa Vita, disse que os trabalhos na estrada dinamizarem a actividade comercial no município. Recordou que antes do início das obras, a população estudantil enfrentavam sérios problemas, mas actualmente a situação melhorou consideravelmente, em função dos grandes investimentos feitos pelas autoridades da província.   
Com a melhoria da estrada, o município do Songo começa a registar sinais de desenvolvimento nos diversos domínios, sobretudo na agricultura, saúde, educação, comércio e turismo.
A administradora municipal do Songo, Adelina Figueiredo Pinto, admitiu ser este o melhor momento para se marcar passos largos, rumo ao desenvolvimento do município.
“A circulação de pessoas e bens melhorou significativamente e muitos filhos da região, como alguns empresários, manifestaram o desejo de investirem nos diversos sectores”, disse.
Para além da asfaltagem da estrada que liga o município à sede da província, a Administração Municipal trabalha na reabilitação das vias secundárias e terciárias, sobretudo as que ligam as localidades de Quitala à sede comunal de Quinvuenga e esta às regedorias de Quicuva e Demba.
No município beneficiaram de trabalho de terraplenagem as vias terciárias que ligam a sede do município e as localidades de Quingonga, Diquita e Lucunga, e ainda a via que sai de Camancoco para a regedoria do Cavunga, e da sede do município para as aldeias Mayengo e Dunda. Adelina Pinto disse que a melhoria das vias permitiu reforçar a actividade agrícola.

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